Tonolucro

Túmulo de Dona Miúda é concluído; homenagem a líder quilombola precursora do artesanato com o Capim Dourado

Guilhermina Ribeiro da Silva, mais conhecida como dona Miúda nasceu em 1928 e faleceu aos 82 anos vítima de uma parada cardíaca

PORTAL CT, DA REDAÇÃO 04 de Apr de 2012 - 17h11, atualizado às 17h29
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Da Redação

Grupo Skipton presta uma homenagem a Dona Miúda, mulher forte que foi uma importante líder da comunidade quilombola de Mumbuca na região do Jalapão e precursora dos trabalhos artesanais de capim dourado , com a construção de um túmulo.

De acordo com o diretor presidente do grupo, empreendedor Carlos Franco Amastha, a obra foi construída para valorizar essa admirável mulher, ”Com esta singela obra, rendemos homenagem a quem com o seu trabalho ratifica a dignidade e garra da mulher tocantinense”, destacou Amastha.

Os filhos de Dona Miúda, que foram representados pela Noemi Ribeiro da Silva, conhecida como “Dotôra aprovaram e acompanhara a construção do túmulo, “Nosso intuito sempre foi preservar a imagem de Dona Miúda, uma mulher determinada e que é exemplo para todos nós”, concluiu Amastha.

Biografia
Segundo o portal Folha, Guilhermina Ribeiro da Silva, mais conhecida como dona Miúda, por ser uma mulher pequenininha, foi a responsável pela difusão do artesanato de capim dourado no mundo. As bolsas e cestas produzidas no povoado se tornaram conhecidas, passaram a ser vendidas dentro e fora do Brasil, e ajudaram Mumbuca a melhorar de condição, como conta a filha Antônia.

No vilarejo, pertencente ao município de Mateiros, há uma lojinha da associação onde os itens são vendidos. É tudo à base do mato de cor brilhante típico da região Dona Miúda começou a trabalhar ainda criança, quando aprendeu artesanato com a mãe, dona Laurina, descendente de índios.

Com Antônio Beato da Silva, um descendente de escravos que trabalhou como garimpeiro no Piauí, ela se casou e teve 11 filhos, sendo nove mulheres, todas artesãs.Hoje, os moradores de Mumbuca só botam o pão à mesa se os turistas comprarem o capim dourado, diz a família da líder do povoado.

No dia 11 de novembro de 2010, ela morreu aos 82, após parada cardíaca. Tinha um tumor no fígado. Deixou netos e bisnetos.

Miúda costumava viajar para divulgar os produtos. Há poucos anos, ficou encantada ao conhecer o Rio de Janeiro e ver o mar pela primeira vez. "Foi até botar os pés na água", lembra a filha.

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