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Cacildo lamenta declarações de Gaguim e sugere que falta de quorum foi “patrocinada” pela Presidência da AL

Patrícia Saturno
Da Redação

O deputado estadual Cacildo Vasconcelos (PP) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa nesta manhã para lamentar as declarações do presidente da Casa, Carlos Henrique Gagiim (PMDB), quanto à manifestação por eleição direta, realizada nessa terça-feira, 25, em frente à Assembleia. Gaguim considerou a mobilização como “um fiasco”. Vasconcelos chegou a sugerir que a falta de quorum na sessão dessa terça teria sido “patrocinada pela presidência da Casa”.

O deputado defendeu que a manifestação por eleição direta “não foi fiasco” uma vez que as pessoas que estavam presentes na Assembleia seriam apenas os coordenadores do movimento. Ele acrescentou que mesmo que fosse uma pessoa fazendo greve de fome, já seria um movimento legítimo. Vasconselhos considerou ainda que Gaguim “está ignorando” mais de 100 mil assinaturas, o que equivale, conforme frisou, a mais de 10% da população do Estado.

O deputado disse que o povo está correndo atrás dos coordenadores da campanha para assinar o manisfeto por eleicões diretas. Para ele, as declarações de Gaguim foram “infelizes e inoportunas”.

Defesa
O discurso de Cacildo sobre a falta de quorum supostamente “patrocinada” provocou a reação de vários deputados. Eduardo do Dertins (PPS), Zé Viana (PSC), entre outros, defenderam que essa não é prática adotada pela Assesmbleia, nem pelo presidente. Viana considerou que o movimento por eleição direta está sendo realizada com base em interesses políticos e questionou se os mebros da oposição estariam compondo esse movimento se a decisão do TSE fosse para que o segundo colocado – Siqueira Campos (PSDB) – assumisse o governo; “ou se ele [Siqueira] não estivesse bem nas pesquisas”.

A maioria dos deputados justificou suas ausências na sessão de ontem e declarou que não teria tido qualquer relação com a manifestação.

Iderval Silva (PMDB) declarou que não desceu ao plenário porque não é a favor do movimento por diretas. Ele defendeu que é um direto dos depuatdos que não concordam não participarem. “Os que eram a favor estavam aqui, os que não eram, não estavam”, disse, acrescentando que isso “ é a democracia”.

Paulo Roiberto (DEM) também considerou que os deputados têm o direto “de vir ou não” às sessões, afirmando que há também outras atribuições aos deputados que precisariam ser cumpridas.

Governo
Apesar disso, Cacildo lembrou que não é contra que Gaguim seja o governador do Estado, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme a cassação do governador Marcelo Miranda (PMDB) e também a determinação de eleição indireta. Para o pepista, Gaguim tem demonstrado competência na presidência da Assembleia. “Mas neste momento, ele não pode fazer juízo de valor, tem que ter postura serena, espírito desarmado”, afirmou, se referindo a seu posicionamento sobre a manifestação.
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