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PT do TO lembra Hitler em nota e diz que condenação de Lula é “ruptura democrática”

CLEBER TOLEDO, DA REDAÇÃO 15 de Jul de 2017 - 10h26, atualizado às 10h36
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Foto: Ascom
Presidente do PT, Zé Roberto: "Decisão baseada em teorias jurídicas, algumas delas com início no arcabouço Nazista de Hitler"

O presidente regional do PT, deputado estadual José Roberto, afirmou em nota que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão, pelo juiz Sérgio Moro, representa "mais uma dura demonstração de ruptura democrática” no Brasil. Lula foi condenado dentro da Operação Lava Jato por ter recebido um triplex, no Guarujá (SP), como propina da construtora OAS.

Zé Roberto chega a comparar o caso ao nazismo de Hitler. "Significa que não se respeita as leis brasileiras, mas sim teorias jurídicas não previstas na legislação brasileira (Código de Processo Penal e Constituição Federal), algumas delas com início no arcabouço Nazista de Hitler, em que as provas não eram baseadas em fatos, mas em convicções, tornando-se um desrespeito à Constituição Federal”, afirmou o deputado na nota.

Para ele, o processo é "absolutamente ilegal e autoritário” e "só mostra mais uma vez a parcialidade de um juiz que frequentemente utiliza seu posto como servidor público do Poder Judiciário para tomar decisões que atendem a política, aos partidos conservadores, a grande mídia e ao capital internacional".

O presidente regional do PT ainda afirma que "nenhum brasileiro está a cima da lei (nem o Lula e nem o Sérgio Moro) e nem abaixo dela”. "Mas é fato que neste processo não existe nenhuma prova ou evidência que sustentem a posição do Ministério Público Federal e do juiz Moro”, defendeu o petista.

Ele lembrou um adversário do petismo para mostrar a suposta inocência de Lula. "Assim como reconheceu Reinaldo Azevedo, um dos maiores colunistas com posicionamento conservador do país, todas as provas só demonstram a veracidade do que foi apresentado pela defesa do ex-presidente Lula, provando a sua inocência”, disse.

Para o deputado, a decisão faz parte "do golpe de Estado em que os trabalhadores e o povo brasileiro são vítimas nesses últimos dois anos e meio”. "Com a retirada dos direitos conquistados, com a entrega da riqueza nacional ao capital estrangeiro e com a tentativa de desmoralizar e criminalizar quem se opõem contra essas medidas”, afirmou.

Confira a seguir a íntegra da nota:

"Nota do Partido dos Trabalhadores- PT-TO contra a condenação arbitrária de Lula

A condenação, deferida pelo juiz federal Sérgio Moro, do ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão representa mais uma dura demonstração de ruptura democrática que vivemos no Brasil. Significa que não se respeita as leis brasileiras, mas sim teorias jurídicas não previstas na legislação brasileira (Código de Processo Penal e Constituição Federal), algumas delas com início no arcabouço Nazista de Hitler, em que as provas não eram baseadas em fatos, mas em convicções, tornando-se um desrespeito à Constituição Federal.

Esse processo absolutamente ilegal e autoritário só mostra mais uma vez a parcialidade de um juiz que frequentemente utiliza seu posto como servidor público do Poder Judiciário para tomar decisões que atendem a política, aos partidos conservadores, a grande mídia e ao capital internacional. Nenhum brasileiro está a cima da lei (nem o Lula e nem o Sergio Moro) e nem abaixo dela, mas é fato que neste processo não existe nenhuma prova ou evidência que sustentem a posição do Ministério Público Federal e do juiz Moro. Ao contrário, assim como reconheceu Reinaldo Azevedo, um dos maiores colunistas com posicionamento conservador do país, todas as provas só demonstram a veracidade do que foi apresentado pela defesa do ex-presidente Lula, provando a sua inocência.

Essa decisão faz parte do golpe de Estado em que os trabalhadores e o povo brasileiro são vítimas nesses últimos dois anos e meio, com a retirada dos direitos conquistados, com a entrega da riqueza nacional ao capital estrangeiro e com a tentativa de desmoralizar e criminalizar quem se opõem contra essas medidas. Parece surreal, mas para consolidar o golpe outras arbitrariedades e crimes precisam ser constantemente efetivados. Assim, continuam em liberdade Aécio Neves, Michel Temer, Geddel Vieira, Romero Jucá, Rocha Loures, Cláudia Cruz, esposa do Eduardo Cunha, entre tantos outros. Isso só demonstra a seletividade da justiça brasileira.

Não há coincidência na sentença do juiz Moro, ao mesmo tempo que os parlamentares votaram no Congresso Nacional contra a Reforma Trabalhista, também era votado na Câmara Federal a aceitação da denúncia contra o golpista Michel Temer. Isso só demonstra que desde o início esse processo é conduzido pelo juiz Sergio Moro, de acordo com a legenda do golpe, na tentativa de desviar a atenção dos brasileiros para a retirada dos seus direitos.

O PT continuará na defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores, do ex-presidente Lula e manifesta sua indignação e protestar contra essa condenação política, sem provas no interesse público.

A história, como testemunha, nos absolverá!

Zé Roberto- presidente estadual do Partido dos Trabalhadores– TO”

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