18/06/11 11h01 18/06/11 11h01

CPT denuncia conflito de terra em Palmerante e teme pela vida dos assentados

Da Redação

Foto: CPT Araguaia-Tocantins
Barracão foi destruído em incêndio criminoso
A Polícia Federal realizou na manhã dessa sexta-feira, 17, uma operação para cumprir vários mandados de busca e apreensão, na sede de fazendeiros da região de Palmeirante e em alguns barracos de posseiros, em busca de possíveis culpados pelo incêndio do barraco de reunião comunitária do Assentamento Santo Antonio Bom Sossego. As informações são da Comissão Pastoral da Terra.

Durante a operação, foram apreendidas duas armas de fogo, uma espingarda e um revolver. Segundo informações da Comissão Pastoral da Terra uma pessoa foi detida, encaminha à delegacia da cidade de Araguaína e solta logo após por não haver nenhum mandado de prisão.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) Araguaína tem denunciado o aumento do conflito na região de Palmeirante, inclusive com o surgimento de ameaças de morte contra trabalhadores e trabalhadoras do Assentamento Santo Antonio Bom Sossego e do vizinho Acampamento Vitória.

Fraude
O conflito, que se instaurou no Assentamento Santo Antônio, começou em 2003, quando, em sua criação, segundo a comissão pastoral, 10 lotes do Programa Nacional de Reforma Agrária teriam sido desviados da sua destinação em benefício de 3 fazendeiros e ainda com a provável ajuda de funcionários do Incra. A CPT informou, que as 10 famílias, regularmente cadastradas pelo Incra, têm feito gestões junto às autoridades, na tentativa de reaver os lotes e barrar a retirada de madeira da reserva legal do assentamento.

A comissão enfatizou que desde outubro de 2010 um possível grupo de 8 pistoleiros armados, e segundo eles, a serviço de grileiros e madeireiros instalados na região, pode estar espalhado o terror entre as famílias, dentro do assentamento e dentro do acampamento com ações como: incêndio de barracos, tiroteios noturnos, ameaças de morte, etc. A Polícia Militar de Colinas encontrou evidências de tiroteio nas proximidades do acampamento.

A CPT afirma ainda que as famílias estão apavoradas e cobram alguma providência por parte do Incra e dos órgãos responsáveis. Os trabalhadores querem que sejam prontamente apuradas as atividades criminosas e sejam incriminados seus perpetradores e instigadores, pedem a retirada dos grileiros instalados na área e a efetivação de regularização do projeto de Assentamento Santo Antônio.
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