Cristiano Machado
Da Redação
Em nota, a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) informou na tarde desta terça-feira, 26, que o diploma de engenheiro de Francisco de Paula Vtor Moreira, um dos presos da operação Covil, é falso. A informação foi atribuída à Polícia Federal.
Para o procurador da República, Rodrigo Luiz Bernardo Santos, Moreira é o "grande articulador do esquema".
Ainda na nota, a Funasa afirma que "cancelou, em 24 de abril, o contrato de prestação de serviços do consultor Francisco de Paula Vítor Moreira, por exercer atividades particulares que, no entender da Funasa, poderiam conflitar com as funções do cargo que ocupava".
A Funasa informou ainda que suspendeu os repasses de recursos previstos no convênios denunciados e bloqueou os saldos das contas dos referidos convênios, além de ter afastado o coordenador regional do órgão no Estado, João dos Reis Ribeiro Barros. "A Funasa se mantém à disposição para qualquer esclarecimento e reitera que vai apurar todas as responsabilidades com base nos resultados que a auditoria interna da Instituição encontrar, e que vai continuar adotando as medidas necessárias para garantir total transparência aos atos da gestão", diz a nota.
Leia, na íntegra, a nota da Funasa:
"Nota de Esclarecimento
Com relação à Operação Covil, deflagrada nesta terça-feira (26) pela Polícia Federal e que identificou a participação de várias pessoas e órgãos no desvio de recursos públicos destinados ao estado de Tocantins, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executivo do Ministério da Saúde, informa que adotou as seguintes providências:
1) Recebeu e acatou os mandados de busca e apreensão de documentos, tanto na sede da Fundação, em Brasília, quanto na Coordenação Regional de Tocantins (Core/TO), em Palmas. Foram disponibilizados, para a Polícia Federal, processos relativos a 19 convênios referentes a obras de esgotamento sanitário e abastecimento de água em vários municípios tocantinenses;
2) Suspendeu imediatamente os repasses de recursos previstos nos convênios denunciados pela operação e que já estão sendo objeto de auditoria interna da Fundação, para identificação das irregularidades e apuração de responsabilidades;
3) Bloqueou todos os saldos das contas bancárias dos referidos convênios;
4) Afastou do cargo, na data de hoje, o coordenador regional da Funasa em Tocantins, João dos Reis Ribeiro Barros.
5) Exonerou, em 30 de abril, o então chefe da Divisão de Engenharia e Saúde Pública da Core/TO, Irimar Barbosa Rodrigues.
6) Cancelou, em 24 de abril, o contrato de prestação de serviços do consultor Francisco de Paula Vítor Moreira, por exercer atividades particulares que, no entender da Funasa, poderiam conflitar com as funções do cargo que ocupava. Durante a investigação, a Polícia Federal também descobriu ser falso o diploma de engenheiro que o consultor apresentava às instituições.
A Funasa se mantém à disposição para qualquer esclarecimento e reitera que vai apurar todas as responsabilidades com base nos resultados que a auditoria interna da Instituição encontrar, e que vai continuar adotando as medidas necessárias para garantir total transparência aos atos da gestão.
Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação e Educação em Saúde - Ascom"