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Paulo Mourão nega qualquer manobra e diz que foi procurado por Vicentinho

01/07/10 12h30

O candidato a senador Paulo Mourão negou que tenha procurado o deputado federal Vicentinho Alves (PR), candidato a senador a coligação Tocantins Levado a Sério. Mourão garantiu que ele é quem foi procurado pelo parlamentar, que teria dito que a candidatura do petista estaria sendo desgastada por setores do próprio PT.

Depois, os dois se encontraram no Aeroporto de Brasília, onde Vicentinho teria dito a Mourão que o senador João Ribeiro queria uma conversa com ele e que o líder do PR no Senado poderia ajudá-lo. "O Vicentinho pediu para que eu não fosse à convenção sem antes conversar com o João Ribeiro", contou Mourão.

Contudo, o petista teria afirmado que não via como João Ribeiro poderia ajudá-lo numa questão que era interna ao PT.

Já na madrugada dessa quarta-feira, 30, por volta das 2 horas, segundo Mourão, Vicentinho ligou e pediu para ele ir à casa do senador João Ribeiro para uma conversa. O petista disse que não iria, repetindo que o senador não poderia ajudá-lo numa questão interna do PT. "Foi o Vicentinho, então, que propôs que eu fosse à casa de minha irmã, eu disse que não teria problema em conversar", contou o ex-prefeito de Porto Nacional, segundo ele, após insistência do deputado.

Mourão disse que, quando chegou à casa de sua irmã, já encontrou os dois parlamentares por lá. João Ribeiro teria dito a ele que tem grandes amizades e influência e que poderia ajudá-lo. O petista teria respondido que não iria retirar sua candidatura a governador. Então, o senador, conforme Mourão, teria dito que o ex-prefeito poderia estar com a oposição no segundo turno. "Respondi que eu pretendia estar no segundo turno", contou Mourão.

Segundo ele, essa foi toda a conversa. "Sobre o que passar disso não respondo porque é invencionice política", garantiu o candidato a senador.

Mourão afirmou que realmente nunca pensou em ser candidato a senador nem que não seria candidato a governador. "Mas fui indicado por unanimidade pelo partido, não poderia me recusar, sou um soldado do partido, seria deselegante e uma desconsideração com o PT", disse.

O petista lembrou que o próprio ministro Alexandre Padilha e o presidente do PMDB, Michel Temer, vice de Dilma Rousseff, também insistiram com Raul e Donizeti que o convencesse a disputar a vaga ao Senado. "E eu não tenho como fazer a defesa de um Estado melhor sem um mandato, mas, principalmente, atendi a um apelo do partido, se atropelei alguém que me desculpe, não foi a intenção", garantiu Mourão.

Leia sobre:  Blog CT,  Convenções,  Eleições 2010,  Paulo Mourão,  PT
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