Da Redação
O prefeito Raul Filho (PT), depois de ouvir todas as posições a respeito da situação fundiária de Palmas e da área urbana e as sugestões de mudanças no Plano Diretor que podem resolver os problemas de ocupação irregular, considerou que o problema é crônico. Afirmou, ainda, que a Prefeitura não tem as ferramentas necessárias para conter a ocupação desordenada, já que o patrimônio imobiliário de Palmas pertence ao Estado. Mas quer que o debate prossiga, para que sejam apontadas soluções para a questão.
Disse que o debate sobre as mudanças no Plano Diretor começou errado, no lugar certo, a Câmara. “Os espíritos se acirraram como se houvesse algo pronto”, afirmou. “Eu preciso que esse debate avance”, afirmou, pedindo o ao do reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Alan Barbiero (PSB). O pronunciamento ocorreu durante a sessão especial da Câmara para discutir o assunto, realizada nesta quinta-feira, 24.
Raul aventou, também, a possibilidade de a Prefeitura incluir mais técnicos para avaliar o tema. “Precisamos debater a cidade e não pessoas. Todos ganhamos muito com isso.”
O presidente da Casa, vereador Ivory de Lira (PT), avaliou que a Câmara é o fórum legítimo para debater os problemas de Palmas e buscar as possíveis soluções, como está sendo feito. “O que é preciso, neste momento, é que as reuniões públicas sejam construtivas, que tragam solução para o ordenamento urbano da cidade”, frisou Ivory. “Precisamos saber que instrumentos podem ser usados para regularizar as ocupações da área rural. Do jeito como está, não pode continuar.”
Participaram da sessão, além de Barbiero, os arquitetos e urbanistas Walfredo Antunes e Luiz Fernando Cruvinel, o Xibiu, responsáveis pelo projeto de construção de Palmas, e a secretária de Desenvolvimento Social e Habitação, Keniane Lenir Barreira. Contou, também, com a presença do deputado Wanderlei Barbosa (PSB).





