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Juraildes da Cruz: destaque em noite das das estrelas da MPB, no Rio
Da Redação
O cantor e compositor tocantinense Juraildes da Cruz foi a grande e grata surpresa da noite da 21ª edição do Prêmio da Música Brasileira, ocorrida nessa quarta-feira, 11, no Teatro Municipal do Rio. JUraildes venceu como Melhor Cantor na categoria Voto Popular, em que a escolha é feita pela internet. Entre os destaques estavam super estrelas da MPB, como Maria Bethânia, que conquistou o troféu de Melhor Cantora, com seu disco "Encanteria".
Artistas famosos também subiram ao palco para receber seus prêmios. Caetano Veloso foi o melhor cantor pop, por causa do disco "Zii e Zie". No mesmo segmento, o melhor disco foi "Rock 'n' Roll", de Erasmo Carlos, e o melhor grupo, os Paralamas do Sucesso. Já Ney Matogrosso ("Beijo Bandido") sagrou-se melhor cantor de MPB. Cauby Peixoto recebeu emocionado o prêmio de cantor popular, em função do disco dedicado à obra de Roberto Carlos.
Alcione, por "Acesa", foi eleita a melhor cantora de samba. Zezé Di Camargo & Luciano e Chitãozinho & Xororó venceram, respectivamente, em dupla de canção popular e dupla regional. Elba Ramalho ganhou o troféu de cantora regional. "Partimpim Dois", de Adriana Calcanhotto, venceu como disco infantil. E o DVD "Luz Negra", de Fernanda Takai, foi o melhor do ano.
A homenageada da noite foi Dona Ivone Lara, que cantou na abertura ("Sorriso Negro") e no fechamento ("Sonho Meu") do espetáculo de duas horas, sentada numa cadeira, por causa dos 89 anos. Foi reverenciada por todos os chamados a entregar prêmios e, também, pelos que cantaram suas músicas na noite, casos de Caetano ("Acreditar") e Lenine ("Alguém me Avisou"), dentre outros.
A apresentadora da festa foi Débora Bloch, que recebeu elogios por seus dois vestidos. Mas o vestido que mais chamou atenção foi o rosa brilhante de Alcione, que ela disse ter encomendado assumidamente "para dar pinta". Ele correu riscos ao ser pisado, no palco, pelo salto alto de Daniela Mercury, mas resistiu.
A cantora baiana cometeu uma das pequenas gafes da noite ao chamar Padeirinho, o compositor do disco de Tantinho, de "Pandeirinho". Já Sandra de Sá se confundiu na hora de entregar os prêmios nas categorias infantil, língua estrangeira e DVD, trocando todos os troféus -- o de Adriana Calcanhotto, por exemplo, foi parar nas mãos de Fernanda Takai.
Lançado como Prêmio Sharp, o Prêmio da Música Brasileira, organizado por José Maurício Machline, já foi Caras, Tim e agora tem o patrocínio da Vale. A mineradora aproveitou para lançar um concurso de interpretações de composições de Dona Ivone para funcionários e público em geral. Os vencedores receberam seus prêmios no Municipal, em meio aos principais nomes da música brasileira.
Perfil
O cantor e compositor Juraildes da Cruz nasceu no dia 23 de novembro de 1954 em Aurora do Norte, hoje estado do Tocantins. Cresceu ouvindo cantigas de roda, folias de reis, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.
Iniciou a carreira artística em 1976 no GREMI de Inhumas, quando foi classificado em primeiro lugar. Participou de mais de cem festivais de música, com destaque para o Festival Tupi-79, onde se apresentou com Genésio Tocantins, ao lado de artistas como Caetano Veloso, Elba Ramalho, Zé Ramalho e Jackson do Pandeiro.
Gravou seu primeiro disco contando com a participação de Chiquinho do Acordeon, Sebastião Tapajós, Paulo Moura, Jaques Morelenbaum, Fernando Carvalho, Nilson Chaves, Mingo e Xangai, trabalho posteriormente transformado em CD.
Suas composições já foram gravadas, entre outros, por Pena Branca e Xavantinho, Xangai, Rolando Boldrin e Margareth Menezes. Em 1994, Pena Branca e Xavantinho gravaram a composição de Juraildes "Memória de carreiro", que abre o CD "Uma dupla brasileira". Participou do CD coletânea "Made In Dependente Brasil - O melhor da música independente", cantando as músicas "Dodói", que abre o CD, e "Cantiga". Participou, ainda, do CD gravado ao vivo "Canto Cerrado", no qual interpretou "Nóis é jeca mas é jóia".
Cantou também com Xangai o forró "Fuzuê na taboca" no CD "Eugênio Avelino - Lua cheia, lua nova". Em 1998, lançou o segundo CD, "Lugar seguro", também independente, com destaque para as composições "Rio Araguaia", parceria com Hamilton Carreiro, "O melhor da festa", "Nóis é jeca mas é jóia", "Meninos" e "Vida no campo", além da faixa-título, todas de sua autoria.
Em 2000, foi classificado no concurso do projeto "Rumos musicais", do Banco Itaú, para fazer o mapeamento cultural do país, representando o Centro-Oeste e especialmente o Tocantins. No mesmo ano, esteve no Rio de Janeiro, onde gravou programas na Rádio MEC com os radialistas Ricardo Cravo Albin e Adelzon Alves, além de apresentar show no Teatro do Serviço Social da Indústria. Em 2002 teve a composição "Luz dourada" gravada por Xangai no CD "Brasileirança".
Em 2004, apresentou-se com Xangai, no Centro Cultural Banco do Brasil, (RJ), dando o que a crítica denominou de uma verdadeira aula em treze faixas sobre a variada música sertaneja.
A união dos dois artistas foi tão apreciada pelo público que, no mesmo ano, foi lançado, pela Kuarup, o CD "Nóis é jeca mais é jóia, reunindo os dois artistas. Além de áudio, o CD, que tem co-produção de Xangai com Mário Aratanha, também é CD-Rom, com dois vídeoclipes que mostram, em tela de computador, Xangai e Juraildes cantando no estúdio. Os arranjos do disco foram criados na hora das gravações, contando com a interação dos violões do maestro João Omar, responsável pela direção musical do CD, de Juraildes, e de Xangai, o que resultou num trabalho de rara espontaneidade. Também tiveram participação na obra Chico Lobo (viola caipira), Mariá Porto, que cantou "Enfeites de cabocla", Antônio Adolfo(piano e rebeca). No repertório, "Nóis é jeca mais é jóia", música título do CD, que deu a Juraildes o prêmio Sharp em 1997 e que, no disco, é interpretada em duo. Também clássicos como "Desastando nó", de Xangai, soleada por Juraildes e inéditas, como ""Convida eu" (para Bush e Saddam) e "Bolero de Isabel", soleada por Xangai em audio e em vídeo. Também presentes, sucessos de Juraildes como "Vida no campo", "Lugar seguro" e "Ei flor". Os dois vídeoclipes foram filmados e montados por Mário Aratanha e produzidos no Rio de Janeiro, na região de Araras, em Petrópolis, onde o CD foi gravado. Em 2005, apresentou-se, com Xangai, acompanhados por João Osmar, na Sala Funarte, no Rio de Janeiro.
Discografia de Juraildes
Cheiro de Terra (1990) Outros Brasis CD
Lugar seguro (1998) DV Discos CD
Nóis é jeca mais é jóia- c/Xangai (2004) Kuarup CD
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(Com informações do UOL e outros sites)