Da Redação
A ex-chefe de gabinete da primeira-dama Dulce Miranda, Ângela Costa Alves, negou que tenha se oferecido a comparecer nessa segunda-feira, 1, às 15 horas, no Ministério Público Estadual (MPE) para depor no inquérito civil aberto para apurar denúncias que ela fez à Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Em e-mail ao CT, Ângela contou que foi contatada por um amigo, que integra o MPE, que se colocou à disposição para agendar seu depoimento. "Mas sem uma confirmação da minha parte, uma vez que eu teria que me deslocar a Palmas, em companhia de um advogado, o que considero indispensável em se tratando da gravidade dos fatos e respeito às formalidades da Lei", disse a ex-assessora de Dulce.
Ela afirmou que não recebeu "nenhuma intimação oficial relativa ao inquérito instaurado" e que informou aos familiares residentes em Arraias que se encontra em Brasília, seu atual domicílio.
"Afirmo ainda que a minha advogada, informada pela imprensa da instauração do referido inquérito, remeteu correspondência endereçado ao Procurador do caso, colocando-me à disposição do mesmo, para ser ouvida na Capital Federal, de acordo com o direito que me assiste", relatou a ex-assessora.
Confira a seguir a íntegra do e-mail de Ângela:
"NOTA À IMPRENSA
Brasília, 2 de Junho 2009
Sobre a minha suposta ausência à audiência no Ministério Público Estadual, julgo importante destacar:
Desde o primeiro passo que dei, procurando a autoridade policial federal, deixei claro que estava, como estou, à disposição de toda e qualquer autoridade competente a fim de esclarecer os fatos denunciados e apurar as responsabilidades relativas às denuncias que formulei. Nisso se inclui o MPE.
Fui contatada através do meu telefone celular por um amigo, integrante do respeitado MPE, que gentilmente, se colocou à disposição para agendar meu depoimento junto ao órgão, inclusive que o Dr. Cesar Simoni queria me ouvir. Ficou uma sugestão para aquela data, já que preciso ir a Palmas para cumprir compromissos pessoais, mas sem uma confirmação da minha parte, uma vez que eu teria que me deslocar a Palmas, em companhia de um advogado, o que considero indispensável em se tratando da gravidade dos fatos e respeito às formalidades da Lei.
O próprio contactante também me assegurou que o meu depoimento poderia se dar na cidade de Arraias, se fosse o meu desejo.
Com todo o respeito ao MPE e aos seus integrantes, o que não será, definitivamente, empecilho para que eu venha a depor, que sejam cumpridas as formalidades da Lei, que sejam assegurados os meus direitos e que, acima de tudo, sejam punidos os responsáveis por esses “shows” de desvios do dinheiro público.
É princípio básico no Direito que qualquer pessoa só pode ser considerada legalmente intimada a comparecer em audiência, e ou demais atos processuais, quando devidamente intimada de forma prévia, com local e data e com comprovante de recebimento da mesma, em conformidade com o que estabelece a Lei.
Diante do exposto, eu, Ângela Alves Costa, afirmo que não recebi nenhuma intimação oficial relativa ao inquérito instaurado e que informei aos meus familiares residentes em Arraias que me encontro em Brasília, meu atual domicílio.
Afirmo ainda que a minha advogada, informada pela imprensa da instauração do referido inquérito, remeteu correspondência endereçado ao Procurador do caso, colocando-me à disposição do mesmo, para ser ouvida na Capital Federal, de acordo com o direito que me assiste.
Ao final de tudo, tenho certeza de que a verdade prevalecerá, e nem bem começaram as verdadeiras apurações e já surgem novas denúncias de que os desvios e desmandos continuaram a ser perpetrados, como no caso dos novos “shows”, agora FORRÓ DO H.
O procurador receberá da Polícia Federal todos os documentos que lá protocolei e não terá dificuldades em identificar nos documentos públicos, tudo o que denunciei e que continua a acontecer na nefasta gestão pública que acontece atualmente no Tocantins, que ainda se fazem de vítima e tentam denegrir a minha imagem, sendo que eles, Marcelo e Dulce possuem processos e eu não sou uma “estelionátaria condenada” como divulgaram.
Acredito na Justiça de DEUS e na do meu Estado!!!!!
Atenciosamente,
Ângela Costa Alves"