Valmir Araújo
Da Redação
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins (Sintet) não aceitou a proposta final do governo do Estado com relação ao reajuste dos professores. O presidente do sindicato, José Roque Santiago, se reuniu com os deputados estaduais e alguns secretários de Estado, entre eles o da Educação, Leomar Quintanilha.
Depois de mais de duas horas de reunião, o deputado da base governista, Sargento Aragão (PPS), apresentou a proposta de um reajuste de 19,4%, levando em consideração o aumento de 5%, concedido pelo governo em outubro de 2009. Com isso, os professores receberiam 14,4% a mais.
Segundo o presidente do sindicato, os professores de todo Estado poderão entrar em greve caso a a Assembleia aprove esta proposta do governo. “Nós iremos levar essa proposta final do governo em uma assembleia no sindicato o mais rápido possível”, disse Roque, informando que ele estava autorizado a aceitar uma proposta mínima de 25% - levando em consideração os 5% já cedidos – um aumento real de 20% para os professores.
Além do aumento salarial, Sargento Aragão, “garantiu” ao Sintet a revisão dos Planos de Cargos e Carreiras e Salários (PCCS), a criação de uma comissão permanente para tratar de assuntos de educação e o reajuste inflacionário no mês de outubro para os professores.
O presidente do Sindicato dos Professores argumentou ainda que não se trata de um aumento salarial para os profissionais da categoria, mas sim de uma “recomposição salarial”. Segundo o Sintet as perdas salariais dos professores no Tocantins correspondem a 20,13%. Entretanto, as planilhas do governo apontam que as diferenças dessas perdas não passam de 7%.