Patrícia Saturno
Da Redação
Os presidentes de partidos aliados ao governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) deram início nesta noite à discussão sobre a formação de chapas para as eleições proporcionais – deputados federais e estaduais. A reunião, que inicialmente contou com a presença de Gaguim e do presidente do PMDB, deputado federal Osvaldo Reis, se estendeu por mais alguns minutos na sede do partido, em Palmas, com os presidentes do PP, Lázaro Botelho; do PSB, Laurez Moreira; do PDT, Fábio Martins; do PSL, Christian Zini; do PSDC, Professor Adail; e do Sargento Aragão, representando o presidente do PPS, deputado estadual Eduardo do Dertins, e foi encerrada há pouco.
Segundo informações de Osvaldo Reis, foram levantadas duas possibilidades para a disputa à Assembleia Legislativa. Uma, que seria a defendida por Gaguim, é de formação de um “chapão”, com 72 candidaturas. A idéia, que Reis diz que é comungada pelo PMDB, é que os partidos enxuguem ao máximo os nomes e saiam juntos para a disputa. Porém, o próprio deputado desacredita que essa seja a escolha da maioria das legendas.
Segundo informou, a possibilidade mais defendida é de formação de duas chapas. Esta é a que certamente prevalecerá, conforme destacou. Dentro dessa alternativa, vem mais motivos de debates. O PMDB defende, em caso de duas chapas, que quer sair com o PP na composição, que, por sua vez, segundo Reis, prefere disputar na chapa dos partidos menores.
Ele frisou que o diálogo está apenas começando, destacando que ainda há perspectiva de composição com outros partidos que não foram citados, principalmente o PT. O presidente do PMDB afirmou que há um indicativo de abertura para esse diálogo e, conforme o secretário de Governo, Carlos Braga, já havia informado, o governador Gaguim ficou incumbido de fazer essa conversa.
Segundo Reis, numa fala semelhante à do ex-vice-prefeito Derval de Paiva, o PMDB pretende dialogar com o PT para saber quais as intenções do partido, se vem coligar com o governo e qual a proposta neste caso.
Federal
Já para a disputa a federal, a perspectiva é de que não haja grande motivos para muito debate interno já que uma única chapa deverá ser suficiente para abrigar a quantidade de candidatos que as siglas pretendem lançar.
Uma nova reunião será marcada para dar continuidade ao diálogo em torno da disputa de vagas no Legislativo estadual.