05/07/11 09h59 05/07/11 09h59

Oposição questiona promoções dos bombeiros; Aragão presentará emenda criando critério de antiguidade

Aquiles Lins
Da Redação

A oposição ao governo do Estado criticou nesta terça-feira, 5, as promoções de 241 bombeiros militares realizadas pelo governo, depois de ter anunciado que todos os 444 membros da corporação seriam promovidos. O deputado estadual Sargento Aragão (PPS) chegou a apresentar um requerimento em regime de urgência, solicitando ao governo do Estado que o critério das promoções dos bombeiros militares obedeça à ordem de classificação por antiguidade. Entretanto, como a Medida Provisória 21, que trata bdas promoções, já está em tramitação nas comissões, Aragão irá apresentar uma emenda alterando o texto para incluir a medida.
 
Sargento Aragão criticou o fato do governo ter anunciado a promoção de todos os 444 bombeiros, e ter promovido posteriormente apenas 241. “Faço a crítica da expectativa que foi gerada. Está em tempo de corrigir esse erro. Tem tempo suficiente para que o governo corrija tamanha ingratidão que foi cometida com os bombeiros militares.

O critério utilizado pelo governo para promover os bombeiros foi o merecimento, o que provocou frustração e revolta dos militares que ficaram sem a promoção.

O líder do governo na Assembleia, José Bonifácio (PR), que chegou a afirmar na Assembleia que todos os bombeiros seriam promovidos. Bonifácio afirmou que irá apoiar a emenda do deputado Aragão, para que todos os bombeiros dejam promovidos. "Eu dei a notícia de que todos iam ser promovidos. Agora defendo toda a corporação seja promovida", afirmou.

O deputado Wanderlei Barbosa (PSB) falou que os bombeiros teve um tratamento diferenciado. "O governo precisa reparar este ato", afirmou. Já o deputado José Augusto Pugliese (PMDB) afirmou que, pelo fato do deputado Bonifácio ter anunciado as promoções, o governo chegou a considerar a promoção de toda a categoria. "O deputado Bonifácio não criou esta informação", afirmou.

O deputado Marcelo Lelis saiu em defesa do governo, afirmou que o Executivo se esforçou ao máximo para promover toda a corporação, como chegou a ser anunciado.

Matéria atualizada às 10h20.


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  • 1º) comentário por em 05/07/11 11h29
    Chegou a hora do Dep. Marcelo Lellis mostrar de qual lado está. Se defensor dos bombeiros ou do governo que no momento é incompatíveis tais funções. Peço a Vsª Execelência que apresente um dos que foram promovidos que EFETIVAMENTE fazia jus a referida promoção. Se não sabes, pergunte-me que lhes direi com todo prazer. O que não pode é, sob pretexto de 142 promoções, omitir e esconder a injustiça sem precedente dentro desta corporação como a gerada pelas promoções. Tão certo como existe Deus no céu melhor seria para o clima organizacional que não houve uma sequer promoção. Promover ao bel prazer sem o mínimo de critério é resgatar o velho e nefasto clientelismo típico da época dos coroneis
    (Usuário identificado pelo IP: 189.75.88.122)
  • 2º) comentário por em 05/07/11 11h34
    Chegou o momento bíblico no qual diz: que no fim dos tempos, quem for injusto, que pratique mais injustiça... Ap. 22 : 11
    (Usuário identificado pelo IP: 189.75.88.122)
  • 3º) comentário por em 05/07/11 13h05
    Quero fazer uma correção em relação a informação que o critério foi o de merecimento, e não foi esse o critério, o utilizado foi o de EXCEPCIONALIDADE, o qual a MP nº21 de 30 de junho de 2011, que tem o seguinte texto: §1o Pode haver promoção, independente de vaga: I – em ressarcimento de preterição ao direto à ascensão em virtude de lei; II – em caráter excepcional, de oficial ou praça da ativa ou reserva remunerada que, dotado de notória idoneidade moral e ilibada reputação, tenha prestado relevantes serviços à sociedade e ao Estado. § 2o A promoção, de que trata o inciso II do §1o deste artigo, efetua-se por ato do Chefe do Poder Executivo.” (NR)
    (Usuário identificado pelo IP: 189.11.228.109)
  • 4º) comentário por em 05/07/11 13h36
    Nada contra o governo promover apenas 241 bombeiros. Revoltante são como essas promoções foram conferidas, sem nenhum critério objetivo ou fundamentação que sustente a polêmica “excepcionalidade”. Ninguém gosta de ser preterido, muito menos por um recruta. Quando se trata de militarismo atropelar a antiguidade da graduação ou do posto, por simples apadrinhamento políticos, traz graves conseqüências e insatisfação na tropa. Esse amadorismo dos gestores, lamentavelmente, trouxe grande descontentamento na PM e BM. Necessário se faz reformular essa “excepcionalidade”.
    (Usuário identificado pelo IP: 201.2.90.114)
  • 5º) comentário por em 05/07/11 14h00
    É uma pena o que fizeram com os bombeiros, pois uma instituição que tem o maior índice de CREDIBILIDADE, perante a opinião pública, no Brasil e no Mundo. Se falarem que no Corpo de Bombeiros do TO, tem militar que no prazo de 01ANO E 06 MESES, que saiu da Academia e já é CAP, ninguém vai acreditar pois o interstício mínimo é de : de ASPIRANTE para TENENTE e de 01 ANO, e o de TENENTE para CAPITÃO é de 05 ANOS. Como diz o Jornalista Bóris Casoy: ISSO É UMA VERGONHA! Mas o Sr. Governador e o Sr. Secretário e que foram muito mal acessorado pelo comandante do corpo de bombeiros, que por por falta de opção do Governador, ele ainda está no comando, pois a injustiça que ocorreu é prejudicial ao TO
    (Usuário identificado pelo IP: 189.11.228.109)