Patrícia Saturno
Da Redação
Membro do PMDB, o ex-secretário estadual de Indústria e Comércio Eudoro Pedroza considerou nesta tarde, em entrevista ao CT, que a presença do presidente do PMDB, deputado federal Osvaldo Reis, na campanha à reeleição do governador Carlos Gaguim (PMDB) é o que existe de “concreto” em meio às discussões de bastidores relacionadas a suposto acordo que teria sido firmado, e descumprido, por Reis, de apoiar o candidato da oposição, Siqueira Campos (PSDB).
“O que nós vimos no final de semana foi a participação do deputado Osvaldo Reis no palanque do Gaguim. Então, explicitamente, a postura dele está de acordo com a posição do próprio partido”, comentou. “A conversa de um, a conversa de outro, isso são a margem”, acrescentou.
Ele não quis opinar sobre as supostas conversas e comprometimento de Reis em apoiar o candidato da oposição, Siqueira Campos. “O que eu estou vendo de concreto, de maneira concreta, é a participação do deputado Osvaldo no apoio às candidaturas do partido. E isso está expresso na presença dele no comício de Augustinópolis. Isso não é disse-que-disse, é um fato concreto, que todos presenciaram”, declarou.
Para Pedroza, a união do PMDB com o PT nacional, reproduzida no Tocantins, “vai certamente, levar à vitória dos candidatos” tanto em nível nacional quanto estadual. “Isso tem fortalecido muito essa candidatura”, comentou.
Pedroza também afirma que o PMDB é um partido democrático e aberto a todas as discussões. As divergências, disse, são próprias do PMDB. Ele afirma ter a certeza de que a grande maioria do partido – “as bases, aquelas pessoas que tem um amor pelo partido há muitos anos” - estão comprometidas com as candidaturas do PMDB.
Segundo ele, no grupo adversário há muitas brigas e que estas “não são tão expressas” porque “acontecem de forma mais intestina”.
Questionado sobre como avalia a posição de peemedebistas como Gerônimo Cardoso, Valtênis Lino e Moisés Avelino de não apoiarem a candidatura do partido ao governo, respondeu com a seguinte frase: “É bem divergente. Você não pode estar misturando pessoas honradas, dignas como o Moisés Avelino. Não que os outros não sejam, mas o Moisés tem uma história aqui dentro do Estado de trabalho e a gente tem que respeitar a posição dele”, declarou.
Segundo Pedroza, a posição de Avelino de não apoiar Gaguim é uma questão pessoal, mas o deputado federal estaria apoiando todos os demais candidatos do PMDB.
Já sobre as declarações de Cardoso e Valtênis, disse que lhe parecem “muito contraditórias” e não quis comentá-las.