Em assembleia ocorrida na manhã desta quarta-feira, 24, os cerca de 1.300 professores da rede estadual de ensino participantes rejeitaram a proposta do governo sobre o reajuste salarial e aprovaram entrar em greve.
Preocupados com a reação da categoria em relação à demora na resposta sobre o reajuste e a possível deflagração de greve, representantes do Poder Executivo se reuniram nessa terça-feira, 23, de última hora com dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins (Sintet) para apresentar uma contraproposta.
Segundo o secretário da Casa Civil, Antônio Lopes Braga Junior, foi identificada uma perda salarial da categoria e o governo propôs uma recomposição salarial no valor de 19,74% já levando em consideração os 7% já dado pelo Executivo, sendo 5% em outubro do ano passado e 2% para maio desde ano.
Ou seja, um reajuste de 12,4% a partir do mês de abril. Com essa proposta o salário inicial dos professores de nível superior se igualaria ao demais profissionais do mesmo nível do Quadro Geral.
Entretanto a categoria rejeitou a proposta em função do estudo já realizado pelo Dieese, e o Governo sequer ofereceu cobrir as perdas salariais dos últimos sete anos. Segundo o estudo elaborado pelo Dieese, as perdas salariais da categoria correspondem a 20,13% e o Estado propôs 19,74%.
Durante a assembleia ficou definido que o Estado tem um prazo até o dia 8 de março para apresentar uma nova proposta de recomposição salarial ou, automaticamente, será iniciada a greve dos professores da rede estadual de ensino por tempo indeterminado.
Após o ato público realizado pelo reajuste salarial o presidente do Sintet José Roque Santiago e o secretário-geral Elis Raik de Carvalho se reuniram com a deputada Josi Nunes (PMDB) na Assembleia Legislativa. O projeto de lei que tratava da recomposição salarial da categoria já estava na Casa para apreciação. Diante do posicionamento do Sintet, a deputada propôs a retirada do projeto para que seja reiniciada uma discussão.
Ficou marcada uma primeira reunião para esta quinta-feira, 25, às 9 horas, entre o sindicato e a comissão de Educação da Assembleia para uma conversa mais aprofundada sobre o assunto. (Da assessoria de imprensa do sindicato)