Patrícia Saturno
Da Redação
A movimentação na sede da TV Bandeirantes, na Avenida Theotônio Segurado, nesta noite de debate entre os candidatos a governador do Estado, Siqueira Campos (PSDB) e Carlos Gaguim (PMDB), foi de tranqüilidade. As coligações dos candidatos montaram uma estrutura para receber militantes para acompanhar o confronto em frente à sede da TV, porém, por determinação da Justiça Eleitoral, as transmissões foram proibidas. Isso contribuiu para a desmobilização e, no final do debate, restava relativamente poucas pessoas no local.
No início da noite, por volta de 21 horas, a movimentação era grande e os militantes chegando ao ponto de a Polícia Militar interromper o trânsito de veículos na avenida na altura da sede, mas no decorrer da noite, o fluxo de pessoas foi gradativamente diminuindo.
Quem ficou, na maioria do grupo de Siqueira Campos, fez barulho, puxou gritos de guerra e agitou abndeiras até a saída dos candidatos, por volta da meia noite. A maioria dos presentes era, visivelmente, do grupo de Siqueira Campos.
A Polícia Militar fez a segurança do local, mas a informação obtida pelo CT é que não houve ocorrências.
Chegada dos candidatos
Carlos Gaguim foi o rimeiro a chegar na TV Bandeirantes. Ele chegou às 20h50, acompanhado do secretário chefe da Casa Civil, Antônio Lopes Braga Júnior, e do marqueteiro da campanha, Paulo de Tarso.
Siqueira Campos (PSDB), por sua vez, chegou às 21h15, acompanhado do marqueteiro Claudio Barreto, dos assessores João Carlos e Omar Hennemann, da esposa, Marilúcia Siqueira Campos e dois seguranças.
Uma reclamação de aliados a Gaguim é quanto ao horário de chegada do candidato tucano. A informação repassada pela assessoria de imprensa do candidato é que uma reunião realizada às 17 horas entre representantes das duas coligações quando ficou definido que os candidatos deveriam chegar à sede da Band até às 21 horas. Os 15 minutos de “atraso” de Siqueira incomodaram algumas pessoas, mas não havia nenhuma “punição” pré-determinada para o caso de atraso.
Sem telões
Os militantes que vieram para a frente da TV o debate entre os candidatos se frustraram com a notícia da proibição de transmissão, via telões, do confronto entre os candidatos. Além da transmissão, a Justiça Eleitoral proibiu em frente à TV a utilização de sons e trios elétricos.
Os advogados das coligações, Sergio do Vale, da Força do povo, e Juvenal Klayber, da Tocantins Levado a Sério, informaram que a decisão partiu de um acordo entre os grupos políticos e a Justiça Eleitoral visando evitar o conflito e garantir a integridade física dos eleitores presentes.
O temor era que a medida que o debate se estendesse, pudesse alterar os ânimos dos militantes, gerando brigas.
Porém, o único conflito presenciado foi entre as próprias assessorias jurídicas, mas conflito que logo se resolveu. Juvenal Klayber não gostou da batucada que os militantes do grupo de Gaguim faziam em frente à TV. Ele reclamou do descumprimento do acordo pelo grupo governista e ameaçou manter o trio elétrico do seu grupo no local.
Na presença de representantes da Justiça Eleitoral, o impasse foi resolvido, o trio retirado bem como a batucada encerrada.