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Meteorologista garante que as queimadas não têm ligação com histórico solar

25/08/10 10h05

Raimunda Carvalho
Da Redação

Atualmente as queimadas colocam o Tocantins na situação mais grave entre os Estados afetados. O céu coberto de nuvem escura continua levando crianças a superlotados hospitais. Além de persistir castigando a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal. 

O CT procurou o meteorologista Gislene Maciel para explicar se existe um histório solar que provoca anualmente este problema ambiental. Ele afirmou que a preocupação é infundada. “Existe histórico no Pará? Não tem. Não existe histórico para uma floresta. Não há histórico de queimada. O homem é que utiliza desta ferramenta muito antiga como se fosse uma ferramenta agrícola”, ressaltou o meteorologista, lembrando que qualquer queimada é perigosa, mesmo que não seja em grande proporção.

O também professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT) lembrou que nesta época do ano é normal a presença da baixa umidade do ar em função do sistema que domina a região neste período. “Temos uma região controlada e dominada por uma alta pressão, ou seja, as ondas inibem a formação de nuvens e varre a unidade da região”, explicou Maciel, acrescentando que esta condição ambiental favorece as queimadas.

Segundo ele, como neste período do ano a vegetação está muito seca, o vento está forte e qualquer faísca é suficiente para incêndio. “Esta situação meteorologica já é esperada todo ano, um ano com intensidade maior, outro mais moderado. A massa de ar que domina a região favorece as condições que são observadas atualmente”, explicou o meteorologista.

Ele informou ainda que a partir de setembro o sistema que provoca a mudança de tempo começa a se deslocar. “Não tão rapidamente, mas só aí a umidade da região deve mudar. É o começo da primavera, que inicia entre os dias 20 a 23. A massa de ar começa a perder a força o que favorece a formação de nuvens e consequentemente a ocorrência da chuva”, enfatizou.

Ilha do Bananal
Uma equipe composta de 21 bombeiros, 37 militares do Exercito, 42 brigadistas do PrevFogo, 14 do Parque Nacional, e 23 indígenas, continuam lutando contra o fogo que se lastra na Ilha do Bananal cuja extensão é de 1.916.225 hectares. 
Segundo levantamento feito por satélite pelo Instituto Nacional de Pesquisa Especiais (Inpe) mais de 45% da área foi destruída pelo fogo.

Denúncia

Para denunciar incêndios basta ligar para 0800-61-8080 e detalhar, o máximo possível, a localização e a intensidade do incêndio. A ligação é gratuita e funciona 24 horas; na Secretaria Estadualdo Meio Ambiente do Estado (63) 3218-2600 ou pelo pelo e-mail: linhaverde@ibama.gov.br.

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