Aquiles Lins
Da Redação
O empresário e ex-deputado estadual Paulo Roberto (PR) rebateu na noite desta quarta-feira, 1º, ao CT, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Tocantins contra a empresa Daqui Agroindústria Importação e Exportação Ltda, por extração de água mineral sem licença do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Segundo Paulo Roberto, a licença do DNPM para extração de água mineral do poço artesiano Dona Hilda foi publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de agosto de 2011. “A produção do refrigerante vinha sendo feita mediante outorga d’água do Naturatins [Instituto Natureza do Tocantins], expedida há três anos”, afirmou. “No momento da fiscalização do MPF, a empresa fazia testes nos equipamentos para envase da água mineral, porque sabíamos que a licença do DNPM estava para sair. A assinatura estava prevista para sair em janeiro, mas saiu somente em agosto”, completou. A fiscalização do MPF na indústria foi em março de 2011.
Sobre o rompimento do lacre da bomba de sucção de água, Paulo Roberto afirmou que utilizou a água do poço amparado pela licença do Naturatins para a produção de refrigerantes, e negou que houvesse causado danos ambientais. “Nós temos a licença do Naturatins para a extração de água e produção de refrigerante, a licença da Polícia Federal para a compra de produtos químicos, a lavra d’água do DNPM e estudos ambientais. A atividade nunca causou prejuízo ambiental”, enfatizou.
O ex-deputado atribuiu o fato a interesses políticos de adversários, já que a prefeita Zeila Aires Antunes Ribeiro (PR), sua esposa, é pré-candidata à reeleição. Roberto criticou o MPF. “Como o MPF, um dos órgãos mais sérios do país admite uma denúncia anônima?”, questionou.





