Da Redação
O prefeito em exercício de Palmas, Derval de Paiva (PMDB), afirmou, em entrevista ao jornal Tribuna do Planalto, de Goiânia, nesta semana, que, se o PMDB histórico tivesse se comportado como o governador Marcelo Miranda (PMDB) nessas eleições municipais, estaria entregando as principais cidades do Tocantins de "mãos beijadas àquilo" que tanto essa ala do partido resistiu "durante décadas", ou seja, o DEM, que é chamado por Derval, na entrevista, de "Arena" e "ex-PDS".
Um dos principais aliados do prefeito reeleito Raul Filho (PT), Derval disse ainda ao jornal goiano que "o governador e toda a outra força paralela optaram por candidaturas do DEM e antiga arena, ex-PDS, e aqui um segmento que sempre esteve ao lado do siqueirismo". "E quando digo Siqueirismo não estou fazendo nenhuma colocação pejorativa. São segmentos", ressalvou o prefeito em exercício.
Para Derval, Marcelo "cometeu um grande equivoco ao avaliar a priori que a candidatura deveria ser aquela que estivesse em primeiro lugar na pesquisa". "E pesquisa para opção majoritária só pode ser levada em consideração no apagar das luzes", ensinou ele.
Derval avaliou que a reeleição de Raul com o apoio do PMDB histórico "é uma prova de que a resistência democrática se faz necessária". O prefeito em exercício disse ter "uma infundada esperança" de que o governador "deve desenvolver o raciocínio de que foi com bem" que a ala histórica do PMDB apoiou a reeleição do prefeito petista. "E tenho uma infundada esperança de que o governador deve desenvolver o raciocínio de que foi com bem que praticamos este projeto, que o reelegemos e agora reelegemos o Raul para tocar o barco para frente", afirmou.
Para o prefeito, o governador tem que rever sua posição. "O critério que ele adotou foi o errado. O tempo mostrou que nós tínhamos razão", garantiu Derval.
Ele disse que o PMDB está firme no propósito de ter uma candidatura majoritária em 2010, sem explicar se a governador ou a senador. E vaticinou que PT e PMDB estarão juntos nas eleições estaduais.
Derval descartou participar, com cargos, do segundo mandato de Raul. "A vida pública para mim não é fundamental. O que é fundamental para mim é a política, que é cidadania e faz parte do oxigênio que respiro. Não desejo e não quero participar da atividade pública para ter mais tempo de participar da atividade política sempre", explicou. (Com informações do jornal Tribuna do Planalto)