Valmir Araújo
Da Redação
O deputado estadual Raimundo Palito (PP) confirmou ao
CT que os pepistas ficaram insatisfeitos com a indicação do deputado federal Vicentinho Alves (PR), ao invés de Valderez Castelo Branco (PP), para fazer parte da última vaga de senador na chapa majoritária encabeçada pelo ex-governador Siqueira Campos (PSDB). “Eu acho um absurdo um partido grande, com deputado federal, com uma ex-prefeita de dois mandatos em Araguaína, ser tratado assim”, afirmou o deputado.
Raimundo Palito, apesar de ser do PP, continua na base do governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) e apóia a reeleição do peemedebista. Por esse motivo, o deputado evitou falar em nome do PP. “Eu não sigo a direção do partido”, acrescentou.
De acordo com Palito, Valderez não teve espaço na chapa majoritária da União do Tocantins, porque alguns membros do grupo não quiseram. “Eu já sabia, por fontes siqueiristas, que nem a senadora Kátia Abreu [DEM], nem o João Ribeiro [PR], nem o Eduardo [Siqueira Campos] engolem ela [Valderez]”, declarou o pepista.
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Palito: “Mais fiel que o Lázaro Botelho foi
à vida toda a esse grupo, não existe” |
PP e Gaguim
O deputado Raimundo Palito, afirmou que, apesar de manter fortes ligações com o governador Gaguim, busca não interferir nas decisões do PP. Contudo, ele avisa que se for convocado poderá contribuir com o partido.
De acordo com o deputado, não há conversações entre a direção do PP e o grupo do governo, mas, ressaltou ele, “em política, tudo é possível”. “Se o presidente do PP [deputado federal Lázaro Botelho] for analisar a maneira que o partido foi tratado e principalmente ele e a ex-prefeita, ele verá que esse povo não merece estar junto deles não”, afirmou.
O deputado acredita que o grupo governista está disposto a conversar com o PP. “Não existe, no Estado, um governo mais democrático do que esse que esta no mandato. As portas estão abertas a qualquer negociação, com qualquer cidadão”, informou.
Eduardo Siqueira
Palito ainda questionou uma declaração do coordenador Eduardo Siqueira Campos à imprensa de que a escolha de Vicentinho foi um "prêmio à fidelidade" do deputado federal à UT. “Mais fiel que o Lázaro Botelho foi à vida toda a esse grupo, não existe”, indagou. “Eu acho que o PP tem que ser respeitado”, concluiu.