Cleber Toledo e Carlos Henrique Furtado
Da Redação
O deputado federal Eduardo Gomes (PSDB) afirmou que espera "bom senso" no que chamou de "segunda parte" do julgamento do Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) do Tocantins. O parlamentar se referiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de convocar eleição indireta para definir o substituto do governador cassado Marcelo Miranda (PMDB) e de seu vice, Paulo Sidnei (PPS).
"Já que ela (decisão pela indireta) ocorreu altas horas da madrugada, houve posição de voto mudada no curso da votação, como da ministra Eliana Calmon. A nova composição pode levar em conta fatores como a necessidade de escolha pelo voto direto ou posse do segundo colocado", afirmou Gomes.
Devem haver duas mudanças na composição do TSE para o julgamento dos embargos, que devem nesta terça, 8, ou quinta-feira, 10. A primeira é a volta do ministro titular Fernando Gonçalves, que, no julgamento do RCED, no dia 25 de junho, foi substituído pela ministra Eliana Calmon.
Outra mudança é a entrada da ministra substituta Carmen Lúcia, no lugar do titular Joaquim Barbosa, que se licenciou por motivos de saúde.
Gomes também defendeu que é preciso ficar claro no julgamento que seu atraso se deve ao sumiço de um volume do RCED, o de número 39. Por causa desse sumiço,
no dia 6 de outubro do ano passado, o ministro-relator Félix Fischer teve que publicar no Diário da Justiça Eleitoral despacho solicitando aos grupos que disputam o RCED a apresentação de novos documentos do volume número 39 do recurso, pois os papéis originais foram extraviados.
Cassação confirmada
O deputado federal Moisés Avelino (PMDB) afirmou que o julgamento dos embargos vai confirmar a cassação do governador Marcelo Miranda. "Não acredito em reversão do processo", disse Avelino. Para ele, o presidente da Assembleia, Carlos Gaguim (PMDB), assumirá e a sucessão será discutida. "Se não for hoje [terça], vai ser logo", garantiu o parlamentar.