Valmir Araújo
Da Redação
Na primeira sessão plenária do semestre na Assembleia Legislativa do Tocantins, os deputados da base e da oposição trocaram farpas, em razão da suposta prática de “compras de votos” que estaria acontecendo neste processo eleitoral. O deputado Paulo Roberto (PR) acusou, em discurso na tribuna, a coordenadora de campanha da coligação Tocantins Levado a Sério - a senadora Kátia Abreu (DEM) - de supostamente estar "comprando votos e lideranças" para apoiar seu filho - o candidato a deputado federal Irajá Silvestre (DEM).
Paulo Roberto chamou a senadora de “dama de plástico” e o candidato a vice-governador da oposição, João Oliveira (DEM) de “João Mordomo”. Segundo ele. Kátia estaria saíndo pelo interior com “caixas de dinheiro” para eleger seu filho.
Após a fala de Paulo Roberto, os deputados da oposição presentes na sessão – Osires Damaso (DEM), Marcello Lelis (PV) e Raimundo Moreia (PSDB) – reagiram. Para os oposicionistas, a compra de votos estaria acontecendo por parte dos candidatos governistas e não por parte da senadora Kátia Abreu. Osires Damaso chegou a afirmar que Irajá teria começado um trabalho de campanha em sua região – a região de Paraíso – mas “um trabalho limpo" e "sem compra de votos”.
O presidente da Casa, Junior Coimbra (PMDB), também participou da discussão e afirmou que o caso do deputado federal em exercício Junior Marzola (DEM), seria a "evidência de compra de lideranças" por parte da senadora. Segundo informou o presidente e o deputado Paulo Roberto, Marzola estaria perdendo bases eleitorais para o filho da senadora.
Stalin Bucar
O pronunciamento do deputado estadual Stalin Bucar (PR), sobre esta discussão, foi o mais inesperado, pois o parlamentar é da base do governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) e ainda assim afirmou que “não é só a senadora Kátia Abreu que está usando dinheiro para comprar votos, tem candidato da base do governo que também está comprando”. Stalin Bucar reafirmou seu compromisso com a candidatura de Carlos Gaguim (PMDB) e disse que preferia ficar sem legenda a ter que apoiar Siqueira Campos.
Contudo, o parlamentar afirmou que está reunindo provas para elaborar denúncias de compras de votos e lideranças e que essas poderão ser entregues à Polícia Federal. Apesar de não citar nomes, ele deu a entender que se tratava de um candidato governista.
Sem trabalhos
A sessão desta terça-feira chegou a contar com a presença de 15 dos 24 deputados estaduais, mas terminou sem a apreciação de nenhum trabalho, pois o expediente se estendeu nas discussões. Os deputados oposicionistas deixaram a sessão durante as denúncias, que consideram “infundáveis” contra a suposta prática de compra de votos pela senadora Kátia Abreu.