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À Folha, Brito, Osvaldo Reis e coordenador afastado da Funasa negam o esquema

14/07/09 14h08

Da Redação

Os citados no depoimento do engenheiro preso na operação Covil negaram envolvimento no esquema. À Folha de São Paulo, o secretário da Infraestrutura do Tocantins, José Edmar Brito Miranda, "disse por meio de nota da Secretaria de Comunicação do governo, "desconhecer qualquer denúncia" envolvendo seu nome e que sua relação com o deputado federal Osvaldo Reis (PMDB) e demais congressistas do Estado é "estritamente institucional"".

Em relação, conforme trecho da matéria da Folha, "suposta indicação das empreiteiras que ganhariam as licitações", Brito, na nota, disse que os "recursos são aplicados nos municípios do Tocantins conforme entendimento entre parlamentares e coordenação regional da Funasa no Estado, obedecendo, exclusivamente, a critérios técnicos".

"Nesse processo, cabe à Secretaria da Infraestrutura realizar a licitação das obras, quando há convênios entre Funasa, Estado e municípios. Até o presente, todas as licitações realizadas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União", conforme a publicação.

A Folha diz não ter conseguido contato com o deputado Osvaldo Reis, mas "sua assessoria parlamentar disse que Reis não tem conhecimento do teor das acusações e atribuiu às denúncias a uma "atitude de desespero de pessoas que não têm credibilidade e disparam a metralhadora para se safar dessa situação"".

Ainda segundo a Folha, "o advogado Joan Rodrigues Milhomen, defensor de João dos Reis Ribeiro Barros, coordenador afastado da Funasa, disse que seu cliente "não tem participação direta" no desvio de verba".

"Ele também era enganado, não tinha ciência [dos fatos]", teria dito o advogado ao jornal, que complementa: "Para o advogado, o afastamento de seu cliente, determinado pela Justiça, só ocorreu porque ele era dirigente da instituição e "tinha obrigação de levar ao conhecimento das autoridades se tivesse conhecimento" dos desvios". O advogado, cita a Folha, "disse desconhecer as acusações sobre uso de dinheiro para campanhas políticas".

A Folha finaliza o texto citando o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Donizeti Nogueira, que, conforme o jornal, "negou que candidatos do partido tenham sido favorecidos com a verba de empreiteira investigada por desvios. "Tenho certeza de que não houve isso", teria dito o petista ao jornal paulistano.

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