Da Redação
Ao se manifestar pela primeira vez sobre a investigação de um suposto rombo de R$ 768 milhões em apenas um contrato de obras no Tocantins, o ex-secretário estadual de Infraestrutura, José Edmar Brito Miranda, negou desfalque nos cofres públicos do Estado. “Não resta possibilidade de ter havido essa diferença, esse desfalque (...) É de fácil comprovação, as obras estão aí e estamos perfeitamente tranquilos quanto a isso”, disse à imprensa local.
O caso é investigado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que determinou inspeção na secretaria e demais departamentos do governo envolvidos com o contrato 403 datado de 1998 por supostas irregularidades em apostilamentos e possíveis pagamentos em duplicidade.
O rombo, conforme suspeita o TCE, teria ocorrido entre 2003 e 2007, período em que Brito Miranda, pai do governador cassado pela Justiça Eleitoral Marcelo Miranda (PMDB), respondia pela secretaria.
Na entrevista, além de citar números, ele afirmou estar "tranquilo" e que o processo está "dentro da legalidade".
Em relação aos apostilamentos, Brito disse à imprensa local que "estão perfeitamente dentro da legalidade e dentro do que está previsto no contrato". Já sobre a duplicidade, foi sucinto: “Não existe e não há como isso ocorrer”.
Ainda conforme o ex-secretário, também procurado pelo CT para dar sua versão sobre as supostas irregularidades, mas que não respondeu, “a amplitude de obras ensejou subcontratação de empresas para obras específicas".