Da Redação
A ex-secretária-chefe da Casa Civil do governo cassado Marcelo Miranda (PMDB), Mary Marques de Lima, é mais nova marcelista a integrar a administração de Carlos Henrique Gaguim (PMDB). Com ela, já são 20 altos funcionários da equipe do governador cassado a tomar posse no governo Gaguim. A nomeação de Mary Marques foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, 9, para exercer o cargo de Assessoramento Superior na Secretaria de Estado da Administração (Secad), mas foi redistribuída para a estrutura operacional da Secretaria de Planejamento.
Em junho deste ano, quando ainda era secretária-chefe da Casa Civil, Mary Marques de Lima enviou uma carta ao padre irlandês Martin Keveny, de Colinas, com sérios ataques por causa das críticas que ele fez, no CT, ao atendimento que recebeu no Hospital Geral de Palmas (HGP), onde estava internado com suspeita de gripe A, junto com missionários católicos americanos.
Na carta, a então secretária "expulsou" o padre do Brasil: "Volte para teu País!", disse ela na missiva. Em trecho anterior, a secretária afirmou que o padre, com 15 anos em Colinas e uma extensa lista de serviços prestados à comunidade, traz doença para o Brasil e para o Tocantins: "Acredito que lá [no país do padre] o senhor tem muito que fazer, e mais do que vir para o meu País e Estado trazer doença e ficar falando mal".
No mesmo mês missionários, que realmente tinha a Gripe A, deixaram o Brasil depois de 14 dias internados no HGP. A ex-secretário recebeu manifestações de repúblico do consultado irlandês, do clero do Tocantins e da comunidade católica colinense e da Câmara Municipal de Colinas.
A lista cresce
A cada semana cresce a lista de marcelistas que vão se achegando ao governo Gaguim. Com Mary Marques, agora já são 20 nomes. Confira:
1. o ex-secretário estadual de Saúde Eugênio Pacceli (atual secretário da Administração);
2. o ex-subsecretário de Governo José Humberto Marquez Pereira (atual secretário de Governo);
3. o controlador-geral do Estado, Jacques Silva (permaneceu no cargo);
4. o secretário de Agricultura Roberto Sahium (permaneceu no cargo);
5. o secretário da Fazenda, Marcelo Olímpio (permaneceu no cargo);
6. o coronel Joaidson Albuquerque continuou no comando-geral da Polícia Militar;
7. Admivair Silva Borges continuou no comando do Corpo de Bombeiros Militar;
8. o ex-secretário extraordinário de Desenvolvimento Econômico Sustentável Igor Avelino (atual secretário extraordinário de Assuntos Estratégicos)
9. o ex-superintendente de Articulação Política da Secretaria do Governo Evandro Gomes (atual presidente do Detran);
10. o ex-superintendente de Gestão Tributária Jales Pinheiro Barros (atual subsecretário da Fazenda);
11. a ex-superintendente de Orçamento Daniélle Alessa Silveira Machado (atual subsecretária do Planejamento);
12. o ex-presidente do Naturatins Melck Aires (atual presidente do Prodivino)
13. a ex-secretária de Administração Sandra Gondim (atual presidente do PlanSaúde);
14. o ex-assessor do gabinete do governador Cesarino Augusto César (atual subsecretário da Administração);
15. o ex-presidente do Ruraltins Sebastião Pelizari Júnior (atual vice-presidente do Ruraltins)
16. Raimundo Nonato da Silva continuou como subsecretário da Saúde;
17. e o ex-assessor da Secretaria da Administração Haroldo Carneiro Rastoldo (atual procurador-geral do Estado).
18. Palmeri Bezerra, ex-secretário estadual do Esporte, envolvido em denúncias de desvio de materiais esportivos para a campanha de aliados do governador cassado Marcelo Miranda, e atual assessor da Vice-Governadoria.
19. Acy de Carvalho Fontes, ex-presidente do Prodivino e atual assessor da Vice-Governadoria.
20. Mary Marques de Lima, ex-secretária-chefe da Casa Civil e agora assessora da Secretaria de Administração.
Dois importantes membros do governo Marcelo Miranda já deixaram a gestão Gaguim. O primeiro foi o coronel Raimundo Bonfim, ex-secretário-chefe da Casa Militar do governador cassado, que foi nomeado chefe de gabinete de Gaguim. Ele teria ficado insatisfeito com o esvaziamento de seu poder na atual gestão.
Outra baixa foi o presidente da Fundação Cultural, Júlio César Machado. Com a pasta envolvida em denúncias e sob pressão de artistas, Machado entregou o cargo.





