Da Redação
Uma das três empresas citadas no contrato suspeito de desvios de mais de R$ 768,3 milhões, alvo de inspeção do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Construsan Construtora e Incorporadora Ltda. já foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Tocantins. Na ocasião, o MPF propôs denúncia à Justiça Federal por desvio de recursos oriundos da extinta Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). As informações foram publicadas em agosto de 2009 pela assessoria de imprensa do MPF.
Conforme o ministério, em julho de 1999 os empresários Alexandre Lemos Barros e Terezinha Europeu Barros obtiveram indevidamente financiamento para o projeto Indústria de Pré Moldados da Amazônia S/A (Ipasa), com unidades de produção em Palmas, Araguaína e Gurupi. Do total do projeto, R$ 5.690.000,00, foram repassados à empresa R$ 3.351.500,00 referentes a três parcelas liberadas entre os anos de 1999 e 2000.
Como contrapartida, deveria ser investido pelos empresários o mesmo valor disponibilizado em recursos federais. Os acusados teriam ludibriado a Sudam desde o início do contrato, pois a Ipasa era uma empresa de fachada usada para desviar recursos para a verdadeira empresa da dupla, a Construsan - esta sim sociedade empresária real e operante, a qual teria se beneficiado de todas as verbas da Sudam.
Inspeção aprovada pelo TCE vai apurar um suposto desvio de mais de R$ 768 milhões de um único contrato da Secretaria de Infraestrutura (Seinf) do Estado do Tocantins na gestão de Marcelo Miranda (PMDB), governador cassado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político nas eleições de 2006.