Da Redação
| Ouça entrevista com o diretor do Oswaldo Cruz, Valter Machado à Rádio CT |
“A Unimed agora está muito tranquila porque mais uma vez recebeu o aval da Justiça para permanecer do jeito que está e veio só a favorecer a operadora. Ela deve estar se sentindo muito bem nesta condição de estar assegurada, apesar de frágil a decisão, porque é em caráter liminar, ela está de certa forma em posição de vantagem. Então eu acho que ela vai querer levar com a barriga até vencer o contrato e quem vai ficar no prejuízo somos nós do Tocantins porque a operadora é de fora”, criticou.
Segundo o diretor, os hospitais irão manter o atendimento normal, acatando o que foi sentenciado pela juíza. “A sentença foi bem clara pedindo para não interromper o atendimento normal até o vencimento do contrato entre o Plansaúde e a Unimed Confederação. Mas nós vamos contestar, agravar e apelar, tudo de conformidade com o que é devido”, disse.
Quanto as condições de operacionalização e preço “impostos” pela Unimed Confederação, os hospitais continuarão contestando. “Está regulado em lei que deve haver um contrato para haver um equilíbrio e igualdade e nós vamos buscar isso”, ressaltou.
A liminar foi deferida depois de hospitais, Defensoria Pública e Ministério Público Estadual terem chegado a um acordo na noite de sexta-feira, 29, que levou as unidades de saúde a suspender a paralisação no atendimento ao Plansaúde somente até o final desta semana.
A Defensoria Pública realizará uma nova reunião nesta quinta-feira, 3, às 16 horas, desta vez para tratar do assunto com os representantes da Unimed Confederação Centro-Oeste Tocantins.
Entenda
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisepe), Cleiton Pinheiro, foi notificado no dia 27 de outubro, pelo Hospital Cristo Rei que, a partir daquela data, não atenderia mais pelo plano e, até o dia 30, o Hospital Oswaldo Cruz e o Centro Especializado em Anestesiologia e Cirurgia de Palmas (Ceacop) que funciona no Hospital Instituto Ortopédico de Palmas (IOP), também deveriam interromper o atendimento.
De acordo com o presidente, a alegação que os hospitais particulares usam para interrupção no atendimento é que não haveria um contrato. “A informação que chegou aqui para o sindicato, através da notificação, é em razão da falta de contrato por parte da Unimed Confederação, com os hospitais. Então, eles estão trabalhando sem nenhuma garantia e segurança de recebimento dos serviços prestados”, explicou.
Segundo Machado, desde o início do convênio com a operadora do Plansaúde é que eles contestam a falta de contrato e em julho eles anunciaram que pretendiam paralisar caso não chegassem a um acordo.