Da Redação
O deputado estadual Raimundo Moreira (PSDB) considerou como “mais uma ação criminosa praticada no desgoverno anterior” a publicação de que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) vai investigar a existência de irregularidades em contrato durante a gestão de Marcelo Miranda (PMDB). A inspeção aprovada pelo TCE vai apurar um suposto desvio de mais de R$ 768 milhões de um único contrato (403/1998) da Secretaria de Infraestrutura (Seinf). A fiscalização será realizada na Seinf e no Departamento de Estradas de Rodagem do Tocantins (Dertins).
Quanto à Assembleia Legislativa, afirmou que a instituição tem responsabilidade de “fiscalizar a coisa pública” e defendeu que seja criada uma comissão de deputados com a finalidade de também contribuir com as investigações.
De acordo com o deputado, desde a campanha eleitoral de 2006 “já se falava” em irregularidades referentes ao contrato em questão, “mas não dava para imaginar que o rombo fosse tão grande”. “Estamos falando de quase R$ 1 bilhão”, disse.
Para o parlamentar, a investigação do TCE aponta que os então deputados de oposição estariam certos quando denunciavam ou pediam investigações de atos de Marcelo. “Demonstra que estávamos certos quando apontávamos que o governador cassado se comportava de forma irregular não só durante a campanha, mas durante toda a gestão. Foi um governo cheio de irregularidades, de desvios de verbas”, comentou Moreira.
Ele declarou ainda ter ficado “satisfeito com a junção de forças entre TCE e a gestão atual” no sentido de dar transparência aos atos e solicitou que o Tribunal de Contas da União (TCU) também participe do que espera ser uma “investigação aprofundada”. O deputado frisou que a Justiça precisa averiguar responsáveis e determinar a devolução das verbas aos cofres públicos para que haja investimentos no Estado. Ele sugere, inclusive que o governo do Estado, mais que ‘contribuir’, realize uma investigação interna “para esclarecer ainda mais” as suspeitas.
O contrato, conforme a imprensa local, foi firmado pelo governo com as empresas Sul Americana de Montagens S/A (Emsa), Rivoli SPA e Construsan Construtora e Incorporadora Ltda. O serviço previsto era de terraplanagem, pavimentação asfáltica e construção de pontes.