Da Redaçao
Da mesma forma que os policiais militares, insatisfeitos com o atraso no pagamento do acordo sobre a indenização da categoria, servidores públicos do Estado do chamado quadro geral ouvidos pelo CT dizem não estar contentes com o andamento da negociação para o pagamento do reajuste de 25%. O aumento foi dado em dezembro de 2007 pelo governo estadual e revogado em seguida.
Em entrevista ao CT, alguns servidores públicos do Estado relataram, que confiantes no aumento de 25% anunciado, fizeram empréstimos e vivem, desde então, numa verdadeira "crise financeira". “Esta é a situação de muitos servidores hoje”, relata um cidadão palmense, que preferiu se identificar apenas por João. Ele trabalha em uma secretária do Estado e na época do anúncio do reajuste fez um empréstimo, confiando na liberação desse dinheiro e desde então nunca mais conseguiu se estabilizar.
Diariamente o CT recebe por e-mail e por telefone dezenas de manifestações semelhantes de pessoas que se identificam como servidoras e dizem estar descrentes com o pagamento do reajuste.
Nesta quinta-feira, 27, está prevista uma nova reunião entre representantes do governo e dos servidores para discutir o pagamento dos 25%.
Com relação as atuais negociações com o governo a respeito do reajuste, João diz não ter mais "tantas expectativas".“Tem quase dois anos que o Marcelo Miranda (PMDB) vem nos enrolando e não será agora, no final de seu mandato, que ele vai resolver a situação. Por isso acredito que o próximo governador, visando a campanha de 2010, nos dará esse aumento, que é nosso por direito”, desabafou.
Outro servidor estadual, que se identificou apenas por Antônio, que trabalha e estuda em Colinas, concursado há mais de quatro anos, associa toda a história do reajuste dos 25% a "muita dor de cabeça”. Em dezembro de 2007, período de anúncio do reajuste ele contraiu um financiamento para quitar algumas parcelas na faculdade. “Eu, como todos servidores, confiei nesse aumento, pois saiu até no Diário Oficial, e quando foi revogado não consegui conciliar as parcelas do empréstimo, as mensalidades da faculdade e minhas despesas”. Antônio tem mulher e filhos que moram em outra cidade, o que aumenta ainda mais seus gastos.
Em Palmas, outra servidora, que não quis se identificar, também disse ter feito empréstimo confiando no aumento anunciado e com a revogação nunca mais consegui pagar todas as suas contas. “Eu me senti lesada e enganada e procuro não gerar mais expectativas com relação a esse reajuste, ainda nesse governo”, afirmou ela.