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Pivô de denúncia diz que se houvesse sindicância saberia e seria o 1º a depor

07/05/09 14h51

Cristiano Machado
Da Redação

O servidor da Secretaria do Esporte do Estado (Sespo) Warlen Honório dos Santos, pivô da denúncia de suposto crime eleitoral na distribuição de material esportivo durante as eleições de 2008, afirmou ao CT desconhecer qualquer sindicândia para apurar o caso durante todo o período que permaneceu na sede da pasta. "Não fiquei sabendo de sindicância durante todo tempo que estive lá [na secretaria]", disse, alegando "indícios de fraude".

Segundo ele, entre os dias 10 a 11 de abril, foi orientado pelo titular da Sespo, Palmeri Bezerra, a deixar o trabalho "até a poeira baixar".

Antes, disso, porém, segundo Santos, Palmeri o chamou para uma conversa, quando o questionou sobre as denúncias. O servidor afirmou que participaram dessa conversa um advogado e assessores do secretário. "Em nenhum momento foi falado nada de sindicância."

A Sespo divulgou que nesta quinta-feira, 7, completaria 30 dias da suposta abertura da sindicância. Entretanto, a reportagem da Folha de S.Paulo sobre a denúncia foi publicada no dia 26 de abril. Outro dado contraditório é que a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) da portaria que trata da abertura da sindicância ocorreu nessa segunda-feira, dia 4 de maio, quase um mês depois de ela ter sido, supostamente, aberta.

Para Warlen, "há indícios de fraude". "Isso está errado. Como publicar coisa [portaria do DOE] antes, uma sindicância para apurar
algo que não existia", disse, se referindo à denúncia. Na sua opinião, caso houvesse uma sindicância, ele deveria saber e ser o
primeiro convocado a depor.

Convocação
Warlen disse ter "estranhado" o fato de ter sido convocado, por meio de portaria do DOE, para depor na sindicância nessa
quarta-feira, 4. "Não estava nem sabendo, não me informaram", disse. O funcionário da Sespo disse que ficou sabendo da convocação apenas pelo CT e que seus parentes que moram em Palmas não foram procurados pela secretaria. "Falo com eles constantemente e disseram que não foram procurados e ninguém falou com eles", afirmou.

Credibilidade
Warlen Honório dos Santos disse ainda não acreditar na seriedade da sindicância e que a apuração dos fatos deveria ser feita por outro órgão. "A Sespo não é a indicada para apurar as denúncias. Temos a Controladoria, o Ministério Público, a Polícia Federal que poderiam fazer", afirmou. Ele justifica a acusação ao afirmar que a sindicância foi criada para prejudicá-lo. "Por tudo isso que estamos vendo, estão querendo forjar uma falha no meu comportamento. Estão querendo forçar erro meu para me exonerar", declarou.

Ele finalizou informando que se for convocado novamente para depor à comissão enviará seu advogado para representá-lo. Por outro lado, disse estar disposto a colaborar com a Justiça. "Tenho medo de ir ao Tocantins, pois me sinto ameaçado. Mas vou, se a Justiça me chamar, sem preocupação alguma, mas na comissão não comparecerei. Tenho medo de ir à secretaria e falarei só por meio de meu advogado", finalizou.

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