Patrícia Saturno
Da Redação
O deputado federal e presidente do PMDB, Osvaldo Reis, disse em entrevista ao CT nesta quinta-feira, 15, que não está “trabalhando” a sua pré-candidatura ao Senado pelo partido. Segundo ele, seu nome foi lançado por iniciativa “de companheiros” e vem como uma forma de “oxigenar” o debate interno sobre a disputa no PMDB.
O presidente também criticou, sem citar nomes, “companheiros” que segundo ele, vêem o lançamento de sua pré-candidatura como uma tentativa de “atrapalhar” outros pré-candidatos. “Isso faz é contribuir”, defendeu.
Reis, porém, não demonstra intenção de retirar seu nome da disputa interna. Ele enfatiza ter experiência de mais de 20 anos como parlamentar e se diz lisonjeado com o apoio daqueles que o lançaram. Por outro lado, frisou que aquele que for disputar o cargo precisa ter em mente que estará representando o Estado e que precisa buscar investimentos.
Critérios
Questionado sobre quais são os critérios que vão definir quem disputará o cargo de senador pelo PMDB nesta eleições, o deputado optou por desviar o assunto, afirmando que aquele que não for candidato a senador, “será candidato a outra coisa”. Ele, porém, enfatizou que as alianças com outros partidos serão o primeiro ponto analisado na hora de fechar a composição.
Atualmente, a sigla tem três pré-candidatos, mas não sabe se vai ter as duas vagas de senador da chapa ou se uma delas ficará com outro partido que venha a compor com o PMDB – o que é mais provável. Nessa quarta-feira, 14, a líder do governo na Assembleia Legislativa, Josi Nunes (PMDB) enfatizou que o partido quer pelo menos uma das duas vagas ao cargo de senador na chapa majoritária. Assim, a vaga “certa” do PMDB será disputada internamente, por enquanto, por Marcelo Miranda , Leomar Quintanilha e o próprio Osvaldo Reis.
Por diversas vezes, Reis destaca que é o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) quem vai comandar o processo de alianças e definições da chapa majoritária e será o governador quem vai “bater o martelo” na hora da decisão.