O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, entregou na tarde desta terça-feira, 23, seu pedido de desfiliação do DEM. A informação foi confirmada pela assessoria do governador. O comunicado tem apenas uma frase: “Venho por meio desta comunicar a minha desfiliação do partido.” A carta foi entregue ao presidente do partido, deputado federal Rodrigo Maia (RJ). Octávio assumiu o governo desde a prisão do governador José Roberto Arruda (sem partido), decretada no último dia 11, que também se desfilou do DEM antes de ser expulso da legenda.
A executiva nacional do DEM havia imposto prazo até esta quarta-feira, 24, quando os líderes da legenda se reúnem, para que Octávio deixe o partido ou renunciar ao governo do DF.
Nesta terça-feira, 23, o deputado federal Ronaldo Caiado (GO) e o senador Demóstenes Torres (GO) - ambos do DEM -, afirmaram que apresentariam o pedido de expulsão de Paulo Octávio, por causa das denúncias que supostamente envolvem a cúpula do governo do DF, deputados distritais e empresários em um esquema de corrupção e pagamento de propina a políticos por empresas de informática que tinham contratos no governo.
A Executiva já havia sinalizado que pediria a expulsão sumária do governador interino do DF e a intervenção no diretório regional da legenda. O diretório do DEM-DF era comandado até recentemente por Octávio, que se licenciou do cargo assim que veio à tona o esquema do mensalão do DEM.
A reunião do DEM nesta quarta-feira, 24, vai discutir o caso do secretário de Transportes, Alberto Fraga (DEM), que ainda não deixou o governo. Ele tem sido um dos principais interlocutores de Paulo Octávio e tem aconselhado o governador interino a não renunciar ao cargo.
Fraga disse que o partido é "incoerente" na sua determinação. E disse que a expulsão do partido não irá descolar a crise da legenda. "O DEM não fica fora do escândalo, que já ficou rotulado como Mensalão dos Democratas", disse. (Com informações do UOL Notícias)