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| Sinara Paiva É administradora, pós-graduada em Formação de Professores para o Ensino Superior e MBA em Gestão de Pessoas sinaradm10@gmail.com |
Fico absorta por se tratar de alguém que deveria em primeira instância dar o bom exemplo de educação e supremacia. Confesso minha indignação ao ler a matéria no Jornal do Tocantins e, nesse ato, parabenizo a Organização Jaime Câmara pela transparência em divulgar o que é feio, por não dizer, deprimente. Tempos passados ouvia uma música que dizia assim: "O que é feio a gente esconde e o que bonito é pra se ver", neste caso a imprensa expõe a outra face do ser, sendo imparcial, porque desnuda um chefe de Estado, ou pelo menos que pensa ser...
Bem, fui investigar o que significa na integra a palavra "Jumento", e então recorri ao "Pai dos Burros" através do grande conhecedor das palavras, o Sr. Aurélio. Jumento - 1) Zool. Mamífero eqüídeo, usado como animal de tração e carga; asno, burro, jerico, jegue. 2) Figura v. Cavalo. Pois é, fico eu a pensar!!! Será que o senhor Governador referiu-se ao seu servidor de maneira pejorativa?!! Ou foi um elogio ao animal homem que carrega a carga do seu semelhante? A carga de servir outro animal homem, quando lhe auxilia no serviço, no governo... Sei que é uma práxis militar; quando um comandante chega os subalternos levantam-se batendo continência. Contudo, os servidores do governo são homens civis, exceto, alguns militares, quando estão no exercício do trabalho. E ao que me consta, o momento era um evento civil e mesmo que fosse de militares, todos devem ser respeitados, mesmo não se levantando para o seu superior, ao que não caberia de forma alguma, palavra pejorativa e vexatória. Até porque não sei se é do conhecimento da(s) vítima(s) ou do senhor Governador, que esse gesto indelicado se caracteriza em assédio moral.
Quiçá, esteja falando por um oprimido que não teve a coragem de se posicionar com dignidade anti uma truculência, mas a ninguém é concedido o direito de chamar outrem de "Jumento".
Confesso, não existe, de minha parte, nenhum desejo de ser uma Defensora Pública, não tenho formação jurídica, sou administradora. A decisão de escrever essa missiva é simplesmente porque repudio qualquer tipo de opressão. E este tipo de conduta abusiva é desnecessário para relação humana e trabalhista.Aprendi com o meu sábio Pai, que todo homem de bem nasceu para servir, mas não para ser subserviente. E, com o mestre Jesus, aprendi que devemos "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos". Façamos a lição, ainda há tempo!
Em Tempo: Seria um gesto de nobreza, do senhor Governador, reconhecer sua falha e se retratar, exercitando a lição ensinada pelo humílimo Cristo.
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- Reproduzido da edição desta sexta-feira, 22, do Jornal do Tocantins, com autorização da autora
