Wendy Almeida
Da Redação
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| Secretário de Educação: "Se houver o aumento teremos que arrumar outras fontes para pagar" |
Em entrevista a
Rádio CT, o secretário municipal da Educação de Palmas, Danilo Melo, falou sobre o pedido de reajuste salarial do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) e da possível greve dos professores por tempo indeterminado. Para o secretário, primeiro o sindicato tem que mostrar que os 32% é devido. “Você só decreta uma greve, se não há uma perspectiva de negociação e se um conjunto de reivindicações justas não conseguem ser atendidas. Se essas reivindicações não forem justas por que a prefeitura teria que atender? Então, quem decide se os 32% é verdadeiro ou não, é o próprio estudo que o sindicato tem que mostrar e comprovar. Não cabe à prefeitura dizer se pode ou não pode, o que cabe à prefeitura é solicitar os esclarecimentos”, afirma o secretário.
De acordo com Melo, o professor de nível superior inicia com 40 horas, recebendo R$ 2.357e se ele tiver a gratificação de 20%, esse valor vai para mais de R$ 2,7 mil. “Como o piso nacional é de R$ 1.027, nós já pagamos duas vezes e meia o piso nacional. O sindicado pede o aumento de 32%, a secretaria fez um estudo e não encontra respaldo nesse número. Porém, houve um entendimento com o sindicato e eles estão aguardando um estudo mais apurado. Hoje, a Prefeitura de Palmas já gasta 91% de orçamento [da Secretaria de Educação] só com professores, se houver esse aumento de 32%, creio que nós teremos que arrumar recursos de outras fontes para pagar os servidores da Educação essa diferença”, esclarece.
Segundo o secretário, em nenhum momento a secretaria deixou de negociar com o sindicato. “O que nos causa estranheza é quando o sindicato apresenta um valor, alegando que há perdas e dizendo que não há diálogo, sendo que o diálogo ocorre todos os meses, e essas perdas o sindicato tem que comprovar”, ressalta Melo.
Greve
O Sintet, em assembléia geral, decidiu, nesse sábado, 4, manter o estado de greve, que teve início em maio. Com cerca 700 participantes, ficou determinado que o governo municipal negocie e apresente proposta até o dia 18 de setembro. Caso contrário, a classe poderá decidir por greve por tempo indeterminado.
A categoria negocia um reajuste de 32% ou a incorporação da gratificação por regência de Classe (GRC) ao salário, mais 18% de reajuste salarial relativo ao percentual de variação do custo-aluno do Fundeb 2008-2009; enquadramento imediato do pessoal administrativo, além do fim das interferências políticas nas escolas da rede (pressão psicológica com a GRC) e mais democracia.