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Eleitores de Augustinópolis vão às urnas nesse domingo para escolha de prefeito

11/07/09 10h01

Da Redação

Ao todo, 10.862 eleitores terão direito de ir às urnas nesse domingo, 12, em Augustinópolis (605 km de Palmas, no extremo-norte do Estado) para escolher que vai comandar a prefeitura da cidade até dezembro de 2012. Três são os postulantes ao cargo: Maria do Carmo Alcântara da Silva, a Carmem (PMDB), Carlos Augusto Sousa e Silva (PPS) e Dejanira de Almeida Pereira (DEM).

A realização da chamada eleição suplementar foi determinada pela Justiça Eleitoral após a cassação do prefeito Antônio Cayres de Almeida, o Antônio do Bar (PSDB), por compra de votos e abuso de poder econômico no pleito de outubro de 2008.

As seções eleitorais serão abertas a partir das 8 horas e a votação será encerrada às 17 horas. A Justiça Eleitoral pretende divulgar ainda na noite desse domingo o resultado da votação.

Tensão pré-eleitoral
Nos últimos dias alguns fatos relacionados à eleição na cidade chamaram a atenção. Um deles foi a divulgação da foto do filho da candidata do PMDB durante uma carreata sentado na janela do carro da Polícia Militar, o que gerou queixas de adversários.

Entretanto, o clima de tensão foi evidenciado já na segunda-feira, 6, quando a senadora Kátia Abreu (DEM) esteve pessoalmente em órgão públicos como o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Tribunal de Justiça (TJ) e Secretaria de Segurança Pública) pedindo um acompanhamento especial para o pleito. Na oportunidade, para justificar a solicitação, a democrata citou que "os ânimos estão acirrados" na cidade.

No dia seguinte, a Assembleia Legislativa aprovou requerimento de urgência do deputado César Halum (DEM) no mesmo sentido, reforçando a posição do partido em relação ao clima de disputa. Para dar tranquilidade a eleitores e combater ações ilícitas, a pedido da Justiça local, equipes da Polícia Federal foram deslocadas de Araguaína até Augustinópolis.

No entanto, acirramento teve mais um capítulo na quarta-feira, 8, quando o prefeito Francisco Martins de Almeida (PT) foi à polícia e denunciou que teria sido vítima de uma suposta tentativa de emboscada ao ter denunciado movimentação sobre possível compra de votos.

Na Justiça
Outra polêmica envolvendo a eleição foi a candidatura de Dejanira de Almeida Pereira, a Deja (DEM), mulher do prefeito cassado Antônio do Bar. Ela teve de recorrer à Justiça para manter o registro de sua candidatura.

A decisão que lhe deu o direito de concorrer só saiu no dia 2 deste mês, exatamente dez dias antes do pleito, quando o TRE resolveu acatar o recurso e manteve o registro de sua candidatura. O pedido havia sido indeferido em primeira instância pelo fato, conforme lei e entendimento da Justiça, de que parentes de até segundo grau de mandatários são inelegíveis.

Porém, Deja foi beneficiada pelo fato de os desembargadores terem entendido que a eleição suplementar é um novo pleito, com novas regras por causa de a eleição de outubro ter sido prejudicada pelos fatos envolvendo Antônio do Bar, como a compra de votos e abuso de poder político, que interferiram no resultado.

Ainda conforme o entendimento do TRE, Dejanira cumpriu os prazos de desincompatibilização, destacando que o prefeito cassado já estava afastado do Poder Executivo, não havendo incompatibilidade. Apesar da decisão, o Ministério Público Eleitoral moveu recurso ainda em análise.

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