Alessandra Sousa
Da Redação
De volta ao cenário apolítico após a derrota nas eleições do ano passado, o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT), em entrevista ao CT, disparou críticas contra o governo do Estado e lançou dúvidas em relação às aplicações financeiras dos recursos do Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev).
“Esse estado tem no próprio Igreprev mais de R$ 1,8 bilhão aplicados, ninguém sabe onde. Creio que aí se possa até perguntar se é para o BMG porque ele estava dando helicóptero para o governador viajar”, afirmou o ex-prefeito. Segundo Mourão, o Estado possui cerca de R$ 800 milhões aplicados em bancos não identificados. “Esse Estado tem R$ 540 milhões em aplicados, R$ 173 milhões em aplicações financeiras, R$ 70 milhões em cadernetas de poupança e R$ 16 milhões em crédito tributário”, pontuou Mourão.
De acordo com Mourão, a desvinculação do ajuste automático dos salários de procuradores e defensores com os subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é um "disparate". “Não se pode fazer uma redução salarial propondo desqualificar ou desconstitucionalizar os ganhos adquiridos por uma classe. Esse governo quer quebra as liberdades civis constituídas nesse estado”, disse o ex-prefeito.
Paulo Mourão lembrou da ação do governador Siqueira Campos, que resultou na licença do deputado estadual Freire Júnior (PSDB) para a secretaria de Assuntos Legislativos e Operações de Crédito, em Brasília. “Esse governo quer diminuir salário de promotores e defensorias mas está criando secretarias em Brasília, que geram muito mais despesas, sem nenhuma finalidade ou função. Esse tipo de ação pode quebrar o Estado”, disse Mourão.





