Patrícia Saturno
Da Redação
Com as mudanças decorrentes da cassação do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) e ascensão ao cargo de chefe do Executivo pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), os deputados estaduais devem começar, ainda nesta quarta-feira, 21, a redefinir os blocos partidários que vão compor a Casa a partir de agora.
O presidente, Júnior Coimbra (PMDB), disse que havendo quorum na sessão ordinária desta tarde, pretende chamar os deputados para iniciarem essa discussão. Conforme o parlamentar, é necessário haver a redefinição “porque foram grandes as mudanças partidárias a e até mesmo de grupos políticos”. Ele exemplificou com a situação de Toinho Andrade (DEM), que permaneceu no mesmo partido mas deixou de ser governista. Por outro lado, há os parlamentares que antes eram oposição no governo Marcelo Miranda (PMDB) e estão agora no grupo governistas.
“A coisa já está bem encaminhada”, disse Coimbra sobre as articulações. Para formar um bloco, são necessários no mínimo quatro parlamentares. Segundo ele, o PMDB, que tem cinco deputados na Casa, não precisa formar bloco. Já o PR, apesar de ter hoje também cinco deputados, articula para compor com o PV de Marcello Lelis, o que fará, conforme destacou Coimbra, com que PR e PV se torne o maior bloco da Casa, com seis deputados. Os outros onze deputados aliados a Gaguim devem se organizar em outros dois blocos.
Oposição
Como não há, até agora, quantidade suficiente para composição de um bloco de oposição, os dois deputados do DEM, Toinho Andrade e Osires Damaso, devem ficar “avulsos”, podendo perder algumas regalias permitidas com a formação de bloco. “O deputado avulso, que não tem bloco político, ele só tem direito a uma fala por semana [na tribuna da Casa]. No caso os deputados Osires Damaso e Toinho Andrade só vão poder usar da palavra uma vez por semana porque é isso que determina o regimento”, disse Coimbra.
Como está
Mas nem todos os parlamentares concordam que seja o melhor momento para se discutir recomposição de blocos. Cacildo Vasconcelos (PP) e Raimundo Moreira (PSDB) consideram que a Assembleia deveria manter a atual composição e só redefinir grupos quando retornarem do recesso parlamentar. Nesta manhã, Vasconcelos defendeu que a Casa “ deixe como está” e que no início do próximo ano as composições aconteçam “de acordo com a conveniência dos parlamentares”.
O deputado ainda disse que o cenário político de 2010 vai começar a se mostrar a partir do mês de abril, o que deve contribuir para definir posicionamento dos deputados no Parlamento.