Cleber Toledo
Da Redação
O servidor Warlen Honório dos Santos não será mais ouvido pela comissão de sindicância aberta pelo secretário estadual do Esporte, Palmeri Bezerra, para apurar possíveis irregularidades na distribuição de material esportivo durante as campanhas eleitorais do ano passado e possível subtração de documentos do almoxarifado.
Warlen foi notificado "na qualidade de informante" do caso. Segundo a Assessoria de Imprensa, o prazo de cinco dias para que Warlen se manifestasse venceu nessa segunda-feira, 11, e ele não apareceu, nem enviou representante. Como perdeu o prazo, o servidor não será mais ouvido.
Palmeri prorrogou por mais 30 dias os trabalhos da comissão de sindicância na quinta-feira, 7. A portaria foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira. O caso foi denunciado pelo jornal Folha de S.Paulo, no dia 26 de abril.
Segundo a Assessoria de Imprensa, a publicação do mandado de notificação contra Warlen no Diário Oficial dessa segunda-feira está errada e uma retificação deve constar da edição do impresso do Estado nesta terça-feira, 12.
O CT mostrou semana passada indícios de que a comissão de sindicância não foi criada no dia 7 de abril como a Sespo afirma. Ainda conforme o site, no dia 7 de abril, data em que o secretário estadual de Esporte, Palmeri Bezerra, disse ter aberto a comissão, ele publicou no Diário Oficial do Estado a nomeação do principal envolvido no caso, Warlen Honório dos Santos, como gerente de Distribuição de Materiais Esportivos.
O próprio sindicado e denunciante Warlen Honório afirmou ao CT desconhecer qualquer sindicância para apurar o caso durante todo o período que permaneceu na sede da pasta. "Não fiquei sabendo de sindicância durante todo tempo que estive lá [na secretaria]", disse, alegando "indícios de fraude".
"Isso está errado. Como publicar coisa [portaria do DOE] antes, uma sindicância para apurar algo que não existia", disse, se referindo à denúncia. Na sua opinião, caso houvesse uma sindicância, ele deveria saber e ser o primeiro convocado a depor.
Entenda o caso
No dia 26 de abril, o jornal Folha de S.Paulo publicou denúncia de que materiais esportivos teriam sido entregues, a pedido de deputados federais e estaduais, para beneficiar candidatos a prefeito e a vereador da base do governador Marcelo Miranda (PMDB). À Folha e ao CT, Marcelo afirmou desconhecer o episódio.