Da Redação
Durante a sessão plenária realizada nesta manhã, na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais não tocaram no assunto relativo às novas denúncias à Polícia Federal de utilização de recursos públicos pelo gabinete do governador, para compras particulares e em benefício de familiares do governador Marcelo Miranda (PMDB) e da primeira-dama Dulce Miranda. Os dados foram publicados nesta quarta-feira, 17, pelo CT.
Pela manhã, líderes das bancadas alegaram que não haviam tido tempo para ler as matérias e que, portanto, não poderiam gravar entrevistas sobre o assunto. No plenário, o silêncio sobre o caso também prevaleceu.
Somente a deputada Luana Ribeiro (PR) se referiu ao assunto. Ela voltou a defender a liberação da senha do Sistema Integrado de Administração Financeira de Estados e Municípios (Siafem) aos parlamentares, levando em consideração que dados do Siafem foram parte dos documentos apresentados à Polícia Federal pelo ex-servidor do Palácio Araguaia Valdeilton Santos Nascimento para, supostamente, comprovar as irregularidades.
Mesmo com a provocação da deputada, os demais parlamentares não tocaram no assunto.
A líder do governo na Casa, deputada Josi Nunes (PMDB), pediu mais tempo para tomar conhecimento do fato antes de se pronunciar. Já o líder do bloco oposicionista PSDB/PP/PTB, Raimundo Moreira (PSDB), só se pronunciou sobre o tema após a sessão.
Numa entrevista à Rádio CT, ele negou que tenha havido silêncio por parte da oposição e que não teria se manifestado "por falta de tempo" para conhecer o conteúdo das denúncias. O parlamentar disse que a oposição não é omissa nem é conivente. “Nós estamos agindo e estamos falando, portanto a oposição está fazendo o seu papel certinho”, disse.
Em outros casos
Em outros casos de escândalos envolvendo supostos desvios de verbas pelo governo estadual, a Assembleia Legislativa também não tem se mostrado atuante. A bancada governista, como esperado, rejeita todo e qualquer pedido de informações sobre as denúncias. Já a oposição, tem tido uma tímida atuação, se limitando a apresentar requerimentos os quais tem certeza que não serão aprovados.
Foi assim diante das denúncias feitas pela ex-servidora Ângela Costa Alves que denunciou suposta prática de superfaturamento de contratos e desvio de dinheiro público pelo no governo. Na ocasião, a bancada apresentou sete pedidos para que representantes dos órgãos envolvidos comparecessem à Casa para prestar esclarecimentos. Rejeitados pela maioria, o assunto ficou por isso mesmo.
Foi assim também com as denúncias de contratação de banda de forró, pela Secretaria de Juventude, para realização de levas de shows sem agendamento prévio ou mesmo pagos sem que jamais tenham ocorrido.
Neste último caso, trazido à tona pelo deputado estadual José Geraldo (PTB), que apresentou requerimento no dia 2 de junho, cobrando informações sobre shows da banda de Forró do H, que conforme o relato do deputado, estariam acontecendo em municípios do interior do Estado sem programação agendada, que desencadeou uma série de fatos relacionados a contratações irregulares por parte da secretaria.
Na época, o próprio parlamentar afirmou, por diversas vezes, que usaria o plenário da Casa para se manifestar sobre o assunto, mas a cada sessão, adiava o pronunciamento. E não tocou mais no assunto em plenário.





