Patrícia Saturno
Da Redação
Em entrevista à
Rádio CT, o peemedebista Ítalo Pagano, integrante da executiva do partido, faz defesa semelhante à do
senador Leomar Quintanilha (PMDB) com relação à situação do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) quanto à Lei da Ficha Limpa. Para ele, Marcelo já foi punido com a perda do mandato – tendo sido cassado no ano passado pelo Tribunal superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político nas eleições de 2006.
“Sendo punido e cumprindo a pena, no caso da volta dos direitos políticos, não há porque questionar se ele tem legitimidade para ser candidato ou não. Ele é elegível, no nosso entendimento”, apontou.
O PMDB precisa, na avaliação de Ítalo, se aprofundar mais no tema e se reunir “para conversar, mas não para tratar da inelegibilidade”. Apesar da declaração, ele nega considerar precipitada a posição adotada pelo presidente do PMDB, deputado federal Osvaldo Reis. Pagano atribui precipitação à
Folha de S.Paulo, que publicou matéria, reproduzida pelo
CT, apontando que a lei coloca em suspenso projetos eleitorais dos três governadores cassados pelo TSE: Marcelo Miranda, Jackson Lago (PDT), do Maranhão, e Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba.
“Eu acho que foi uma matéria precipitada por parte da
Folha de S.Paulo, distribuir essa matéria, porque se você consultar um jurista que tem realmente respaldo na legislação eleitoral, ele vai te falar isso que eu estou te falando”.
Ouça a entrevista com os argumentos apresentados por Pagano.