Da Redação
Após muitas críticas e denúncias sobre a administração da Secretaria de Saúde de Porto Nacional, o secretário Simioni Martins foi convocado pelo vereador Neto Aires (PR) por meio de um requerimento solicitando a sua presença para prestar contas e recursos na sessão realizada nessa quinta-feira, 8, no plenário. A sessão foi em torno do assunto.
O secretário chegou ao plenário portando diversos relatórios e documentos que durante sua explanação foram apresentados a um plenário lotado de populares e até de secretários municipais de outras áreas.
O autor do requerimento levantou questionamentos acerca da distribuição de remédios feita pela prefeitura, cobrou a contratação de mais funcionários para amenizar a superlotação dos postinhos, criticou as instalações precárias das unidades de saúde e ainda acusou a secretaria de perseguir funcionários. Em determinado momento o vereador Neto Aires levantou em plenário cartão um vermelho ao secretário, sugerindo que ele deixe o cargo.
Vereador argumentou em detalhes recursos recebidos pela secretaria da Saúde de Porto Nacional e afirmou que tanto dinheiro assim “deveria estar sendo melhor administrado”, perguntou ainda se o secretário tinha conhecimento de algum ato administrativo ilícito praticado dentro da Secretaria de Saúde, deixando no ar algo que seria revelado no fim da sessão.
Apresentando algumas de suas ações o secretário da saúde afirmou estar ofendido pelas declarações do vereador, mas que ainda assim, “preferia as críticas aos elogios falsos que levam ao comodismo.” Continuou dizendo que não conhecimento de nenhuma irregularidade e, se for comprovado algo assim, entregaria a pasta.
Secretário revelou também dificuldades para conseguir recursos junto à Secretaria Estadual de Saúde. “O Estado não assume sua responsabilidade financeira, isso acaba sobrecarregando os cofres de nosso município”. Tanto o autor do requerimento outros vereadores fizeram questionamentos. (Com informações da assessoria de comunicação)
Foto: Rafael Veloso/Divulgação

Vereador exibe cartão vermelho para secretário durante audiência na Câmara de Porto