Cleber Toledo
Da Redação
A aliança do PPS com o PMDB no Tocantins corre risco de "azedar". Tudo por conta do desentendimento dos dois partidos em Santa Catarina. O PMDB fez uma intervenção no diretório do Estado depois que o presidente regional da legenda, Eduardo Pinho Moreira, renunciou à sua pré-candidatura ao governo local, e se aliou ao pré-candidato do DEM, Raimundo Colombo (DEM).
Conforme divulga o jornal O Estado de S.Paulo neste sábado, 19, a intervenção do PMDB nacional em Santa Catarina contra a aliança com o DEM provocou a reação do PPS. O presidente nacional do partido, Roberto Freire, determinou que os diretórios da Bahia e do Tocantins desfaçam a aliança com os candidatos do PMDB que estão com a candidata petista Dilma Rousseff - o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o governador Carlos Henrique Gaguim. "Mandei avisar. Se não saírem, faremos intervenção. Essa política do PMDB é desrespeitosa", diz Freire.
Contudo, o membro do conselho fiscal do PPS nacional, Abraão Lima, explicou ao CT que Freire abriu uma consulta aos membros do diretório nacional para definir a questão. Os membros estão opinando se o partido deve proibir coligação com o PMDB em todo o País, ou não. São 70 votos do diretório. No Tocantins, apenas um membro tem direito a voto: o presidente regional da legenda, deputado estadual Eduardo do Dertins, que já votou contra a proibição de coligação com o PMDB.
A decisão de Roberto Freire deve ser anunciada até o final da tarde deste sábado.
O acordo entre PMDB e PPS foi selado no dia 1º, após reunião entre o secretário-geral do PPS, Rubens Bueno, o governador Gaguim, Eduardo do Dertins e outros pepessistas tocantinenses, como o deputado estadual Cesar Halum, o suplente de deputado Sargento Aragão e o ex-vice-governador Paulo Sidnei. (Com informações dos jornais O Estado de S.Paulo e Tribuna Catarinense)