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| Peterson Oliveira Costa É presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil da 706 Sul, em Palmas costapeterson@bol.com.br |
O homem em si perde muito tempo discutindo sobre a existência ou não de um ser superior; sobre a possibilidade de uma explosão criacional do universo ou uma pré-ordenação espiritual de todas as coisas. Infelizmente, se esquece de viver a essência do relacionamento com Deus, cujas características básicas são descanso, tranquilidade, confiança, renovação e entrega. Não há porque discutir se Deus existe ou não. Ele existe. Ponto final. Tem-se que pensar se Deus existe como mestre, orientador e senhor da vida. Pois, se se acha que Ele existe e não o vive, Ele não existe de fato, mas apenas como mera concepção pessoal; se se pensa que Ele existe e não se importa com isso, Ele vira uma simples mitologia; se se concebe a existência real de Deus e ignora seus ensinamentos, vive-se um amor-rebeldia e uma pseudoentregação.
A humanidade como um todo precisa vivenciar Deus e não apenas fazer uma oratória repetitiva de sua existência. Vejo as atrocidades cometidas em todas as partes, seja no âmbito político, seja na esfera social, seja na seara empresarial, e, por vezes, fico a me perguntar: os homens têm vivido Deus? Não. Não têm. Porque Deus não se restringe a quatro paredes, em reuniões públicas dessa ou daquela instituição. Deus é vivência, é realidade física, psicológica, moral, espiritual e comportamental.
Se na política impera a mentira e a corrupção, onde está Deus? Se nas organizações sociais opera a desordem e desonestidade, onde está Deus? Se no serviço de saúde há descaso com a dor do próximo, onde está Deus? Se há exploração de mão-de-obra com o pagamento de salários miseráveis, onde está Deus? Poder-se-iam fazer inimagináveis interrogações e a conclusão seria apenas uma: Deus existe, mas precisamos vivê-lo.
Oxalá essa verdade ecoe no mundo oriental, pois haveria menos morte e menos barbáries; nas casas de leis deste país, porque ocorreria menos corrupção; no consciente dos governantes, pois existira mais justiça social; nas famílias, porque haveria um relacionamento saudável; na competitividade por espaço no mundo pós-moderno, pois existiria respeito pelo próximo.
Sobre a interrogação do título deste artigo, quero dizer: Deus existe! É mais fácil eu acreditar na minha não existência do que na não existência de Deus.
