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Bom dia: Bem-vindo, governador Gaguim!

09/09/09 08h27

No dia 2 de outubro de 2006, escrevi o "Bom Dia" sob o título "A máquina venceu o mito". Porque foi bem isso que ocorreu naquele ano, como agora atestou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Preste atenção: o governo do Estado levou praticamente dois anos (2005-2006), utilizando de forma tão perversa a máquina pública para comprar votos e, ainda assim - com mais de 100 prefeitos, mais de 900 vereadores, 20 deputados estaduais, dois deputados federais, uma infinidade de ex-prefeitos, ex-vereadores e demais lideranças -, ganhar a eleição por uma diferença de míseros quatro pontos percentuais!

Veja só como eu coloquei: o governo do Estado, com "óculos a perder de vista", não uma pessoa, uma vez que a pessoa em questão não possui até hoje predicados pessoais para sozinha obter uma vitória política tão significativa.

O siqueiristas têm usado uma frase que é bastante realista para o momento: "Siqueira botou, Siqueira tirou!". O ex-governador, com todo o ódio que desperta em seus adversários, é um homem que entrou, em definitivo, para a história política do Brasil. O feito que ele obteve na noite dessa terça-feira, 8, é típico dos grandes homens da vida pública, daqueles que entrarão para a história e jamais sairão dela, ainda que não ter conseguido a eleição direta tenha, sim, ficado com um cheiro de derrota.

Siqueira elegeu em 2002 um governador que, de outra forma, jamais teria saído da Assembleia Legislativa. Desculpe-me a franqueza que me é peculiar: sem o poder da máquina, o "finado" não vai a lugar nenhum. Se quiser voltar à vida pública terá que, novamente, se atrelar à máquina administrativa.

Agora, o mesmo Siqueira tirou seu ex-pupilo, que deve ter aprendido uma importante lição: como é, de verdade, um homem público persevarante, articulado e vocacionado, que comanda e não é comandado.

De toda forma, essa é uma história superada, uma página virada na política do Tocantins. Louvado seja Deus por isso!

Agora é a vez de um político que, este sim, se fez por si mesmo, chamado Carlos Henrique Gaguim (PMDB). Gaguim enfrentou a tudo e a todos. Soube articular, soube capitalizar força política para chegar onde chegou, enfrentando as mais terríveis adversidades políticas.

Todos acompanhamos a primeira eleição de Gaguim para presidente da Assembleia. Quem estava dentro da Casa naquele inesquecível 1º de fevereiro de 2007 viu a força de um homem contra toda a estrutura de uma máquina que tinha acabado de vencer um mito e agora queria fazer mais uma vítima.

Aos nossos olhos vimos "malas estranhas" passando, pessoas atrás do plenário que só aparecem quando para é para "atropelar".

Mas também vimos o heroísmo de um grupo que se uniu em torno de um líder, e vimos mais: o que a união e a fé podem gerar! Foi a maior batalha política deste Estado - não aquela batalha covarde da máquina contra o mito -, e um dos momentos mais lindos que presenciei em quase duas décadas de cobertura política.

Na época escrevi um "Bom Dia" chamado "Dai a Gaguim o que é de César", em que descrevi a eleição de Gaguim como "uma vitória de um vitorioso". É o que Gaguim se tornou: um dos maiores vitoriosos da política tocantinense. Afinal, ele acreditou, quando ninguém acreditava. Soube fazer por merecer, se colocar no lugar certo, na hora certa. E foi competente quando precisou mostrar competência.

Superou em silêncio a perseguição que também sofreu, vinda dos mesquinhos derrotados pela força da democracia naquela inesquecível batalha de 2007. Gaguim nunca abriu a boca para uma crítica só ao "finado". Ao contrário. Quando o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação, ele saiu em defesa e pediu que todos se aliassem ao governador cassado.

O Tocantins inteiro hoje é Gaguim. Precisa ser Gaguim. O Estado se encontra num dos piores momentos de sua administração pública. Acordos com servidores foram feitos para que Gaguim pague, para que o sucessor de Gaguim pague. O Estado agora vai pagar pela incompetência daquele que deu um aumento e retirou dias depois, um dos atos mais absurdos e desastrasos que assistimos. Conseguiram fazer o concurso que realmente entrou para a história: como o mais desastroso jamais visto. Conseguiram descredenciar a Unitins junto ao MEC, mesmo com uma secretária da Educação que jazia havia 12 anos no cargo, que - espera-se - conhece todos os corredores do MEC e tudo mais.

Como se vê, não haverá nenhuma saudade! Melhor: já vão tarde! E não adianta negar: a saída é, sim, pelas portas do fundo.

O Estado precisa superar essa trágica história que assistiu nos últimos anos e meses de incompetência, imoralidade, má-versação de verba pública, paralisia administrativa, falta de comando e infindável indecisão.

Gaguim tem o apoio da classe política. Uniu em torno de si quase todas as correntes. Os políticos do Tocantins agora precisam mostrar maturidade e contribuir decisivamente para o resgate deste Estado. O novo governador tem o apoio de toda a sociedade. Precisa do voto de confiança de todos os tocantinenses.

A guerra acabou. Entramos numa época de paz, porque precisamos de um reencontro com o progresso.

Bem-vindo, governador Gaguim! Que Deus seja contigo!

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