• RSS Podcast

O NOSSO LADO É O SEU Estado

Supeita de desvio de R$ 768 mi no Tocantins é tema de matéria na Folha de S.Paulo

09/11/09 09h39

Da Redação

Em sua edição desta segunda-feira, 9, o jornal Folha de S.Paulo publica reportagem sobre a investigação realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) acerca do suposto desvio de R$ 768 milhões em um único contrato na administração Marcelo Miranda (PMDB).

A jornalista Luiza Bandeira, da Agência Folha, aponta que a investigação do TCE é quanto a possíveis irregularidades num contrato do governo com três construtoras, cujo valor atual supera R$ 1 bilhão. “O acordo previa a construção de pontes, pavimentação e terraplanagem. Segundo o TCE, não se sabe o destino de R$ 768 milhões”, destaca a jornalista.

A matéria aponta também que o TCE suspeita de aditivos e apostilamentos feitos supostamente no início da gestão Marcelo. Também aponta que há suspeita de irregularidades em subcontratações e de pagamento em duplicidade de R$ 46 milhões.

“Segundo o requerimento, há indícios de que, com as mudanças, o contrato tenha chegado a R$ 1,5 bilhão. O governo apresentou notas referentes ao pagamento de R$ 814 milhões”, publicou o jornal.

Confira a íntegra da matéria:

TCE investiga contrato suspeito de R$ 1 bi
Tribunal de Contas do Tocantins não sabe destino de R$ 768 mi para construção de pontes e pavimentação

LUIZA BANDEIRA
DA AGÊNCIA FOLHA

O Tribunal de Contas do Tocantins investiga possíveis irregularidades em um contrato do governo do Estado com três construtoras cujo valor atual supera R$ 1 bilhão. O acordo previa a construção de pontes, pavimentação e terraplanagem. Segundo o TCE, não se sabe o destino de R$ 768 milhões.

O tribunal suspeita de aditivos e apostilamentos (reajuste de preços) feitos a partir de 2003, início da gestão Marcelo Miranda (PMDB). Segundo o parecer, há suspeita ainda de irregularidades em subcontratações e de pagamento em duplicidade de R$ 46 milhões.

Miranda teve o mandato cassado pelo TSE em setembro por abuso de poder político.

O TCE determinou inspeção no Departamento de Estradas de Rodagem, na Secretaria de Infraestrutura e em outros órgãos para apurar quais serviços foram realizados e se houve superfaturamento. A inspeção ainda investiga se houve dano aos cofres públicos. O tribunal proibiu novos aditivos ou apostilamentos no contrato.

Segundo o requerimento, há indícios de que, com as mudanças, o contrato tenha chegado a R$ 1,5 bilhão. O governo apresentou notas referentes ao pagamento de R$ 814 milhões.

Consórcio
Segundo o parecer, não se sabe se os outros R$ 768 milhões foram pagos às construtoras ou mesmo se chegaram a ser empenhados (reserva para pagamento) pelo governo.

Firmado em 1998, o acordo foi assinado com consórcio formado pelas Construsan Construtora e Incorporado Ltda., Empresa Sul Americana de Montagens S/A e Rivoli SPA.

Alexandre de Barros, dono da Construsan (hoje ALB), afirma que sua empresa não participou das obras. As outras construtoras não responderam à reportagem até a conclusão desta edição.

O ex-governador Marcelo Miranda foi procurado por meio de ex-assessores e do diretório estadual do partido, mas não foi localizado.

O governo do Tocantins - agora administrado por Carlos Gaguim (PMDB), que apoiou a gestão de Miranda - disse, em nota, que "é do seu interesse que os procedimentos sejam esclarecidos".

Leia sobre:  Estado,  Governo do Tocantins,  TCE
  • Comentários (8)
  • Imprimir
  • E-mail
  • Erros?
  • Média de notas:

    Sua nota:

2005 - 2012 © Portal CT. Todos os direitos reservados.
108 Sul, avenida LO 3, número 9, sala 3, CEP: 77020-098
(63) 3212-0900 | redacao@portalct.com.br

Desenvolvido por ArtemSite - Tecnologia em Internet / Agência Digital / Criação de Sites, Marketing Digital e Hospedagem Web
Google Analytics Alternative