Da Redação
O plenário do Senado aprovou nessa quinta-feira, 11, projeto de lei concedendo anistia aos bombeiros e policiais militares do Rio de Janeiro que fizeram greve e manifestações em junho reivindicando melhorias salariais. O benefício foi estendido a outros 13 estados, entre eles o Tocantins, que se envolveram e movimentos reivindicatórios desde 1997.
A proposta é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "A prisão dos bombeiros foi um equívoco. Os bombeiros são heróis, e não podem ser tratados como bandidos. A proposta de anistia atende às expectativas da população do Rio de Janeiro e do Brasil", argumentou o senador, referindo-se à prisão, decretada pelo governo do estado do Rio de Janeiro, de centenas de bombeiros que participaram de manifestação por aumento de salários.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi o único que se absteve de votar. Para ele, o Estado não pode dar "anistia por atacado" dos 432 militares que invadiram o quartel central dos bombeiros militares do Rio. Na opinião do senador, da maneira como o projeto estava sendo votado fez o Legislativo abandonar suas funções ordinárias e "passar uma borracha" sobre o movimento de insubordinação dos militares, o qual, apesar do apoio da população, foi classificado pelo parlamentar como "episódio controvertido e dramático".
Aragão comemora
O deputado estadual Sargento Aragão (PPS) comemorou a decisão do Senado. Para Aragão, que é vice-presidente da Associação Nacional dos Praças e que esteve no Rio de Janeiro intermediando as negociações entre os militares e o governo, mais um passo foi dado, “vemos que o processo está andando, vale ressaltar que ainda voltará para a Câmara e Senado, para depois ser sancionado pela presidente Dilma Roussef”, pontuou.
O parlamentar ressaltou que os militares tocantinenses que participaram do movimento de 2001, foram anistiados em 13 de janeiro de 2010, por meio de decreto sancionado pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Hitórico
Os militares que se envolveram no movimento grevista de 2001 já haviam sido anistiados pelo governo do Estado, em 2005, na gestão do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB). Em solenidade no dia 5 de outubro de 2005, os militares grevistas foram incorporados ao Corpo de Bombeiros, que desmembrado da Polícia Militar naquele dia.





