Patrícia Saturno
Da Redação
A proposta do governo do Estado para pagamento do reajuste de 25% aos servidores públicos efetivos do Quadro Geral do Estado foi recusada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisepe-TO), que realiza já neste início de noite uma assembleia geral da categoria para discutir uma contraproposta.
O governo chegou a fazer duas proposições. A primeira, de acordo com a líder da bancada aliada ao governador Marcelo Miranda (PMDB) na Assembleia Legislativa, Josi Nunes (PMDB), foi de conceder o aumento de forma gradativa, cencedendo 8% em janeiro de 2010, mais 8% em outubro de 2010, e o restante (cerca de 7%), em janeiro de 2011.
Recusada pelo sindicato, os secretários fizeram nova proposta que também não foi aceita no primeiro momento: dessa vez, de aumentar 8% em outubro de 2009, mais 8% em outubro de 2010, e o restante em janeiro de 2011.
Esse números não têm relação com o retroativo. Para pagar os valores que deixaram de ser recebidos de janeiro de 2008 a julho de 2009, o governo propõe parcelar em 5 anos, sem correção, ficando a primeira para fevereiro de 2011.
A líder defendeu que o governo não tem condições de arcar com os efeitos do pagamento imediato dos reajustes, em função da necessidade de haver acordo também com os servidores da Saúde. Segundo ela, o impacto mensal sobre a folha de pagamento seria de aproximadamente R$ 5 milhões.
O presidente do Sisepe, Cleyton Pinheiro, declarou que essa não é a a proposta que o servidor espera. Segundo ele, a categoria pretende que sejam aplicados os 25% de imediato, podendo-se negociar o retroativo.
Ele não quis falar na possibilidade de greve, em função de ser um momento de negociação. “Vamos levar a proposta para a assembleia para que lá delibere sobre uma contraproposta", disse.
A mesma proposta feita ao Sisepe será apresentada às entidades que representam os servidores da Saúde. Eles iniciaram há poucos minutos a reunião com a equipe de governo.