27/10/11 14h21 27/10/11 14h21

Ercílio comemora decisão do STF e diz que alto número de reprovações é "falta de competência"

Raimunda Carvalho
Da Redação

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Tocantins, Ercílio Bezerra, comentou nesta quinta-feira, 25, que é uma vitória a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) considerar o Exame da Ordem constitucional e mantê-lo como obrigatório para o exercício da profissão de advogado. “É uma vitória não só da advocacia, mas também da cidadania brasileira. Com a decisão, o STF colocou definitivamente um ponto final nas aventuras jurídicas que o assunto enfrentava pelo Brasil afora”, ressaltou o presidente.

Bezerra reafirmou que o baixo índice de aprovação entre os futuros advogados significa somente “falta de competência” para que eles alcancem êxito no Exame de Ordem. Outro ponto positivo com a decisão dos ministros do STF, segundo Bezerra, é que as faculdades terão compromisso em sanar a deficiência dentro do curso de Direito.  “As faculdades agora, de modo geral, têm que investir no ensino jurídico brasileiro”, criticou.

Uma das principais críticas dos bacharéis sobre o exame é o alto nível de exigência das provas. “Não é o nível do Exame de Ordem que é alto, mas o conhecimento do examinando é que é baixíssimo. Este argumento usado pelos futuros advogados é uma inverdade. Os alunos é que chegam com deficiência nas faculdades. Eles têm muita dificuldade interpretativa e quando se submetem ao Exame deparam com esta realidade aterrorizante”, justificou Bezerra.

Os bacharéis fazem críticas também quanto o valor da inscrição, que segundo eles, é um custo elevado. “Em primeiro lugar, nós já temos a previsão da isenção para aqueles comprovadamente são carentes, basta preencherem os pré-requisitos que a legislação determinação. Isto é fato. Em segundo lugar, o valor da taxa de inscrição é menor dos demais mercados. Em terceiro lugar, o valor da inscrição cobre basicamente os custos para a realização do certame”, enumerou o presidente da OAB, acrescentando que a OAB não tem no Exame de Ordem como uma atividade lucrativa.

Entenda
O posicionamento do Presidente da OAB, seccional Tocantins, Ercílio Bezerra, foi em referência a decisão, por unanimidade, Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para admissão na carreira é constitucional.

O tribunal negou o recurso de um bacharel em Direito que pretendia ingressar na advocacia sem precisar da aprovação no teste.
O relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, entendeu que o perigo de dano pela prática da advocacia sem conhecimento justifica a restrição ao direito de exercício da profissão.

O exame de ordem foi criado em 1994, com a aprovação da Lei do Estatuto da Advocacia e da OAB, cujos dispositivos estão sendo questionados no STF. Desde então, milhares de candidatos vêm sendo reprovados a exemplo do que ocorreu na edição mais recente, em que apenas 15% foram aprovados, ou seja, 18 mil dos 121 inscritos. De 1997 para cá, o número de cursos de direito passou de 200 para 1,1 mil. Os cursos formam anualmente cerca de 90 mil bacharéis.
Leia por assunto:
Comentar com:
Olá Visitante, deixe seu comentário.
  • 1º) comentário por em 27/10/11 15h43
    Vale lembrar ao Ilmo. Pres. OAB seccional-TO, que a competência não se limita, excepicionalmente, ao exame de Ordem, mas sim à capacidade do profissional que, assim como no TO, no Brasil não seria diferente. Um exame de qualquer natureza mede sim a capacidade de raciocínio lógico do profissional, ou seja, é um teste de capacidade intelectual, e por sua vez não se trata de "competência", a competência dar-se-á na labuta do cotidiano. Contudo caro CT, vejo que deve ser medido também, através de um teste, a capacidade e o raciocínio lógico daqueles que pretendem dirigir certos seguimentos da sociedade... Tenho dito.
    (Usuário identificado pelo IP: 201.90.134.50)
  • 2º) comentário por em 27/10/11 16h02
    Eu duvideodó que o DOUTOR Ercilio presidente da ordem dos ADVOGADOS do brasil se inscreva no exame da ordem e passe, ele poderia tambem sugerir a realização do exame para os que ja estão na ordem para ver se eles se mantem exercendo a profissão ai eu queria ver né DOUTOR
    (Usuário identificado pelo IP: 187.54.73.140)
  • 3º) comentário por em 27/10/11 16h02
    E o Sr. Nobre Presidente... Passaria no exame de ordem hoje, caso precisasse fazer? Se o exame é que mede a competência do profissional, então seria interessante se o Sr. e demais membros dessa honrada ordem fizessem também a prova e acertasse o mínimo de questões para serem aprovados, pois ao que nos consta muitos dos Honrados Advogados, inclusive, o Sr. não fez o exame em virtude da não exigência da época. Fica a dúvida...
    (Usuário identificado pelo IP: 200.169.41.22)
  • 4º) comentário por em 27/10/11 16h31
    Aposto minha casa se esse presidente passa na OAB. Todos os acadêmicos do Estado são obrigados a fazer cursinho porque a OAB não fiscaliza as faculdades. Não sou contra ao exame de ordem, mas sim contra o estelionato das instituições de ensino que plantam nos estudantes ilusões!
    (Usuário identificado pelo IP: 189.10.44.194)
  • 5º) comentário por em 27/10/11 20h26
    Claro não é Dr , na sua época o Sr não teve que prestar o exame? Agora é fácil falar em falta de competência.
    (Usuário identificado pelo IP: 187.52.109.150)