
Lobão (esq.) com Halum e parlamentares do Maranhão na noite dessa quarta-feira
Da Redação
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ao deputado federal tocantinense César Halum (PPS), em audiência na noite dessa quarta-feira, 13, que poderá ser estudado o uso dos fundos já existentes para que seja feita uma compensação para baratear a energia nos Estados mais pobres. Conforme o parlamentar, Lobão descartou a ideia de uma tarifa nacional única de energia, alegando que os Estados mais industrializados sairiam prejudicados e não aceitariam.
Halum foi recebido pelo ministro na companhia dos deputados federais maranhenses Edvaldo de Holanda Braga Junior (PTC) e Francisco Escórcio (PMDB).
Dentre outros assuntos tratados na reunião, Halum anunciou ao ministro a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica e Combustíveis, que já conta com 175 assinaturas das 198 necessárias à sua formação. “Já possuímos um número grande de adeptos a essa causa. Com a criação dessa multibancada vamos elevar ainda mais o Tocantins e poderemos discutir com mais precisão as tarifas de energia nos estados brasileiros”, afirmou o deputado.
Segundo Halum, o ministro das Minas e Energias, Edson Lobão, declarou total apoio à formatação da nova frente. “Isso só ajuda, não atrapalha”, declarou o ministro, que determinou a sua equipe técnica na pessoa do secretário de Energia Elétrica do ministério, Ildo Wilson Grüdtner, que fossem feitos estudos para encontrar a solução do problema.
“Encontrar uma metodologia que agrade a todos é quase impossível, mas nós vamos trabalhar para que Estados mais pobres como o Tocantins e Maranhão não paguem tão caro por um bem tão necessário. Concordo plenamente quando César Halum diz que a alta taxa de energia elétrica do Tocantins impede a industrialização do Estado”, disse Lobão.





