Cristiano Machado
Da Redação
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Casa Civil do governo do Estado do Tocantins informou que não se manifestará sobre a mensagem escrita por Mary Marques de Lima ao padre Martins Keveny.
Ainda conforme a assessoria, a Casa Civil entende que a carta representa "opinião pessoal" de Mary Marques de Lima e não há relação ao cargo que ela ocupa. Ainda conforme a assessoria, "no Estado democrático de Direito, Mary Marques, enquanto cidadã, tem direito de expressar sua opinião".
A carta encaminhada pela secretária ao padre já provocou repercussões na Igreja e na esfera política. Na manhã desta segunda-feira, 8, o bispo de Miracema do Tocantins, Felipe Dickman, vai ouvir o padre a respeito para decidir quais providências serão tomadas. Além disso, a vereadora de Colinas, Amália Santana (PT), vai propor na Câmara da cidade uma moção de apoio ao padre.
E ainda: a comunidade católica em Colinas se organiza para exigir uma retratação do governo sobre o episódio envolvendo a secretária.
A missiva
Entre outras coisas, Mary Marques pede na carta que o padre "volte para teu país" e afirma: "Acredito que lá [no país do padre] o senhor tem muito que fazer, e mais do que vir para o meu País e Estado trazer doença e ficar falando mal".
A carta foi motivada pelas críticas que Keveny fez ao atendimento recebido por missionários católicos americanos durante o período de internação por causa da suspeita de contágio da gripe A. Entre outras coisas, o padre afirmou que o Hospital Geral de Palmas (HGP) não estava preparado para tratar da doença.