Valmir Araújo
Da Redação
O Sindicado de Professores Universitários de Gurupi (Apug) informou que não há prazo estimado para o final da greve de professores na Fundação Unirg, que começou nessa segunda-feira, 16. Segundo a diretora da Apug, Maria Otília, a paralisação é uma forma de reivindicar o pagamento em dia dos salários, o reajuste salarial de 15%, além de maior representatividade de professores e alunos da instituição no Conselho Curador da Universidade.
“No momento estamos sem previsão para o pagamento de outubro e novembro e muito menos do décimo-terceiro", afirmou Maria Otília. Segundo ela,a Unirg ainda não procurou os professores para negociações e por isso eles estão procurando apoio com a sociedade e nas instâncias oficiais.
Ela informou ainda que alunos dos 14 cursos da Unirg estão sem aulas.
Mensalidades
A diretora da Apug informou ainda que os professores estão do lado dos alunos, no que se refere ao aumento das mensalidades. Segundo ela, não houve estudo para justificar este aumento. “Eles (alunos) não estão se negando a pagar, eles apenas querem justificativas para tal aumento", diz Otilia.
Mesmo após as reivindicações deste sábado, o Conselho Curador da Unirg decidiu prosseguir com a portaria que regulamenta o aumento. O prefeito, Alexandre Abdalla (PR) afirmou que apesar das manifestações dos alunos e também dos professores (com a greve) a decisão será mantida. “Respeitamos a manifestação dos alunos e dos professores, mas esta foi uma decisão tomada em conjunto com o Conselho e não iremos alterá-la”, afirma o Abdalla.
Atualmente 12 membros do Conselho Curador da Unirg são indicados diretamente pelo prefeito e vereadores de Gurupi e apenas três pelos professores, alunos e técnicos da universidade. Os alunos e professores querem igualdade na indicação dos membros deste conselho e a realização de eleições diretas para escolha do reitor.
Apesar de cobrar mensalidade como uma universidade particular, a Unirg é administrada pela Prefeitura de Gurupi.